Polícia

Filha de ex-deputado denuncia agressão de marido

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Vítima diz que é agredida constantemente pelo marido  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 05/08/2024, às 11h02 - Atualizado às 11h03



Uma denúncia de agressão à filha de um ex-deputado, de 36 anos, chocou Goiânia. Tayrinne Sebba, filha do delegado e ex-deputado estadual Abdul Sebba, que morreu em abril de 2021, expôs conversas com o marido em que implora para não ser agredida. O homem, além de bater nela, a estuprou e teve o filho levado por ele.  

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As conversas mostram que o homem confessa e chega a pedir perdão. “O tanto que eu implorei para você não gritar, não me bater e não me enforcar. Sinto dores da sua agressão. Você quase me desmaiou, pelo amor de Deus, e ainda me chama de mentirosa, fala que me joguei no chão. Pelo amor de Deus!”, diz a vítima.

No diálogo virtual, o homem responde “me perdoe se te machuquei” . Em outra parte da conversa, ele diz: “Me perdoa, meu amor, vamos fazer melhor. Me desculpe”. O casal está junto há seis anos. O comportamento abusivo teria começado desde o início do relacionamento.

A vítima relata que o casamento têm um histórico de agressões. Ele costuma a chamar de "horrível" e tirar fotos de suas partes íntimas, enquanto ela dorme e acessa o celular dela para fazer transferências bancárias.

No dia 28 de julho, ela afirma que o homem bebeu e tentou relações sexuais forçadas com ela.  Ainda segundo a vítima, o marido costumava sempre ameaçá-la. Em 2020 e 2021, ela já havia registrado denúncias contra o marido por lesão corporal e ameaça.

Após a denúncia, o homem saiu de casa e levou o filho do casal de 4 anos. Ela relata que está há uma semana sem ver o menino. A mulher está com medida protetiva, que impede o marido de se aproximar dela e dos familiares e a ficar distante por 200 metros de distância.

Ao site Metrópoles, a defesa do acusado disse que só irá se pronunciar à Justiça. O homem é investigado pela Polícia Civil de Goiás por ameaça, injúria, estupro, lesão corporal e violência psicológica.

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