Polícia

Fisioterapeuta é presa suspeita de mutilar pelo menos sete pacientes durante procedimentos estéticos

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Investigação revela que a fisioterapeuta realizava intervenções estéticas sem licença, resultando em cortes, queimaduras e infecções em pacientes  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Redação BNews

por Redação BNews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 23/09/2026, às 11h52



Uma fisioterapeuta foi presa preventivamente em Goiânia (GO), suspeita de provocar lesões graves e mutilações em pacientes durante procedimentos estéticos. Segundo a Polícia Civil, sete mulheres já denunciaram complicações após serem atendidas por Magda Oliveira da Silva

De acordo com a investigação, Magda possui formação em fisioterapia e cursos na área de estética, mas não teria autorização dos órgãos responsáveis para realizar procedimentos cirúrgicos. Entre os atendimentos investigados estão intervenções nas regiões íntima, facial, glútea e mamária.

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Segundo a Polícia Civil, há relatos de cortes, queimaduras, sangramentos, infecções, necrose, perda de tecido e cicatrizes entre as complicações apresentadas pelas pacientes.

Relatos de pacientes

Um dos casos envolve uma mulher de 33 anos que realizou uma ninfoplastia, procedimento para redução dos pequenos lábios vaginais, na casa da investigada. Conforme o relato, o atendimento teria sido apresentado como uma técnica a laser, sem cortes, sangramento ou dor. Após retornar para casa, porém, a paciente começou a apresentar sangramento e sinais de infecção.

Outra vítima afirmou ter realizado cinco procedimentos com Magda. Dias depois, passou a apresentar febre, dor de cabeça e outros sintomas. Segundo o relato, fios utilizados durante os procedimentos começaram a ser expelidos pela pele.

Há ainda denúncias de que uma paciente teria tido tecido retirado além do autorizado durante um procedimento íntimo, inclusive na região do clitóris. Segundo a Polícia Civil, a mulher relatou dificuldade para urinar e evacuar, perda de sensibilidade e dificuldades na vida sexual, além da possibilidade de precisar de uma cirurgia reconstrutiva.

Também foram relatadas queimaduras graves nas mamas e complicações após procedimentos com fios, aplicações e outras intervenções estéticas.

Ainda conforme a investigação, em determinados atendimentos teriam sido realizados cortes, retirada de tecidos e alterações na anatomia das pacientes, além da prescrição ou fornecimento de medicamentos. Para a Polícia Civil, essas práticas teriam ultrapassado os limites técnicos e legais da atuação profissional.

Uma das pacientes também relatou à TV Anhanguera problemas relacionados à higiene durante um procedimento. Segundo ela, a investigada não utilizava luvas estéreis nem máscara e teria usado papel-toalha para conter um sangramento.

A Polícia Civil informou que possui registros em vídeo relacionados a um dos procedimentos. Em uma das gravações, segundo o delegado, Magda aparece realizando uma ninfoplastia sem máscara e utilizando um guardanapo para limpar cortes da paciente.

Além da prisão preventiva, policiais cumpriram mandados de busca e apreensão na residência da fisioterapeuta e em duas salas comerciais onde ela atendia. Foram apreendidos celulares, documentos, medicamentos e produtos vencidos. Os investigadores também constataram que os estabelecimentos não possuíam licença sanitária para funcionamento.

O Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 19ª Região (CREFITO-19) informou que instaurou um processo administrativo e ético-disciplinar para apurar os fatos. O órgão afirmou que, caso as denúncias sejam confirmadas, as condutas serão tratadas com o rigor cabível.

Já a defesa de Magda afirmou que a profissional está à disposição da Polícia Civil e do Poder Judiciário para prestar os esclarecimentos necessários. Em nota, os advogados ressaltaram a presunção de inocência, o direito à ampla defesa e ao contraditório e disseram confiar que a investigação demonstrará a regularidade da atuação da fisioterapeuta.

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