Polícia

​Foragido por roubo milionário em biblioteca foi “perdoado” pela Justiça este ano

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Gargamel foi beneficiado por indulto presidencial em fevereiro, mas segue procurado pelo roubo das obras de Matisse e Portinari  |   Bnews - Divulgação Divulgação MAM

Publicado em 21/12/2025, às 16h07 - Atualizado às 16h44   Cibele Gentil



​Procurado pela Polícia Civil por suspeita de envolvimento no roubo de 13 obras de arte da Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, Gabriel Pereira Rodrigues de Mello, o Gargamel, obteve a extinção de condenações anteriores em fevereiro deste ano. O perdão foi conferido com base em um decreto da Presidência da República que concede indulto a condenados que preencham requisitos legais específicos.

A decisão foi proferida pela Vara de Execuções com manifestação favorável do Ministério Público de São ao perdão das penas de roubo e furto qualificado. Na ocasião, Gabriel cumpria o regime aberto e não apresentava faltas disciplinares graves.

​Histórico de crimes e benefícios judiciais

​Os crimes perdoados pela Justiça no início de 2025 remontam a episódios de anos anteriores. Em um deles, ocorrido em 2016, Gargamel foi condenado por roubar um veículo de luxo mediante ameaça no centro da capital paulista. Outro caso extinto refere-se a um furto qualificado praticado em 2022, quando o investigado se passou por funcionário de uma agência bancária na Liberdade para subtrair dinheiro de um idoso.

Embora o indulto tenha encerrado a execução dessas punições, o benefício não apaga o histórico criminal do suspeito. Ele acumula uma ficha de dez páginas com passagens pela polícia desde os anos 2000 por diversos crimes contra o patrimônio.

​Investigação sobre o paradeiro e o roubo das obras

​Atualmente foragido, Gargamel é apontado como um dos responsáveis pelo roubo ocorrido no último dia 7 de dezembro, quando quadros valiosos de Henri Matisse e Cândido Portinari foram levados da principal biblioteca pública de São Paulo. As investigações indicam que o crime foi planejado para atender ao mercado clandestino de arte, resultando até o momento na prisão de três pessoas, incluindo a mulher do suspeito. O indulto recebido em fevereiro não alcança o novo ocorrido e a Polícia Civil segue com as diligências para localizar o foragido e recuperar o acervo milionário.

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