Polícia
A freira Nadia Gavasnki, de 82 anos, assassinada dentro do convento Irmãs Servas de Maria Imaculada, em Ivaí, no interior do Paraná, também foi vítima de violência sexual. A informação foi confirmada pela Polícia Civil na última sexta-feira (27).
De acordo com o laudo pericial, além de ter morrido por asfixia, a religiosa sofreu estupro, evidenciado pela gravidade das lesões constatadas no corpo. O inquérito foi concluído e encaminhado ao Ministério Público do Paraná (MP-PR).
O suspeito, que não teve o nome divulgado, foi indiciado por homicídio qualificado, estupro qualificado, resistência e violação de domicílio qualificada.
Segundo as investigações, ele havia sido preso por furto qualificado no dia 28 de dezembro de 2025 e colocado em liberdade provisória dois dias depois. O homem possui antecedentes criminais desde 2024, incluindo registros por roubo, furto e violência doméstica.
Crime
O assassinato ocorreu por volta das 13h30 do último sábado (21). De acordo com as investigações, o suspeito pulou o muro do convento e entrou no local sem autorização. Ao ser questionado por Nadia sobre o que fazia ali, afirmou que estava no espaço para trabalhar. Desconfiada, a freira reagiu, momento em que foi empurrada.
Em depoimento, o homem declarou que a asfixiou após a vítima começar a gritar. Ele negou o abuso sexual, mas os exames periciais confirmaram a violência.
O investigado também afirmou ter consumido crack e ingerido bebida alcoólica durante a madrugada e que, após o uso das substâncias, passou a ouvir vozes que o mandavam matar alguém.
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