Polícia
"Cuidava com amor das plantinhas, da horta e das pequenas coisas do dia a dia, revelando um coração atento e fiel". Assim foi descrita a freira Nadia Gavanski, de 82 anos, brutalmente assassinada dentro de um convento em Ivaí, no interior do Paraná, no último sábado (21).
Nadia foi encontrada sem vida com sinais de agressão física. Segundo informações iniciais, ela estava caída, com roupas parcialmente retiradas e ferimentos graves.
O homem relatou aos policiais ter passado a madrugada consumindo crack e bebidas alcoólicas. Além disso, disse ter ouvido vozes que o ordenaram a matar alguém, razão pela qual pulou o muro do convento com a intenção de tirar a vida de uma pessoa.
Ele ainda contou que, ao avistá-lo, a freira teria questionado sobre sua presença ali e ele teria respondido que trabalharia no convento. Percebendo que a religiosa não acreditou na explicação, o homem disse que a empurrou no chão e que ela começou a gritar. Ele declarou ter asfixiado a vítima, mas negou qualquer ato de violência sexual contra ela.
Quem era a vítima
Nascida em 18 de maio de 1943, na localidade de Queimadas, zona rural de Prudentópolis (PR), Nadia Gavanski cresceu em um ambiente simples, marcado pela vida no campo e pela religiosidade, ao lado de sete irmãos.
Já adulta, ingressou na Congregação das Irmãs Servas de Maria Imaculada em 1971. Dois anos depois, professou os votos e fez a profissão perpétua em 1979.
A freira era conhecida pela rotina discreta, dedicada à oração e às tarefas domésticas. Mesmo após sofrer um AVC e ter a fala prejudicada, manteve as atividades diárias, como preparar refeições e cuidar da horta e das galinhas.
"Um coração que não precisava de muitas palavras. Seu jeito sereno tocava quem se aproximava, através de gestos simples e de um sorriso acolhedor. Cuidava com amor das plantinhas, da horta e das pequenas coisas do dia a dia, revelando um coração atento e fiel", descreveu a irmã Dionísia Diadio.
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