Polícia

“Fui tratado como um homem negro é tratado cotidianamente. Caso clássico de racismo”, diz Jau

Reprodução/ RecordTV Itapoan

Ele relatou que seus advogados estão analisando o caso, que também pode acabar em um processo por difamação

Publicado em 03/12/2021, às 14h47    Reprodução/ RecordTV Itapoan    Redação BNews

O cantor Jau contou que, após sua empresária ligar para o dono do Sette Restaurante e contar que o homem impedido de entrar no local era o artista, o comerciante pediu para que ele voltasse ao local, pois sua entrada seria liberada. “É um caso clássico de racismo e preconceito racial”, cravou o compositor.

Jau prestou depoimento nesta sexta-feira (3), 14ª Delegacia, na Barra. Após sair do local, ele relatou que seus advogados estão analisando o caso, que também pode acabar em um processo por difamação, além do criminal.

“O sentimento é de tristeza. Sou um cidadão comum e fui tratado como um homem negro é tratado cotidianamente. Me senti triste, doído por ter meu direito de ir e vir cerceado. Não queria o privilégio de ser reconhecido para poder tomar um vinho. Fico mais triste com o estabelecimento que tenta distorcer a situação. Por que depois que minha empresária liga para o dono, ele manda voltar? É um caso clássico de racismo. Temos que gritar, abrir a boca [contra esse tipo de situação]”, destacou Jau.

Ele disse esperar que a “justiça seja feita”. Sobre a possibilidade de voltar no restaurante, caso haja um pedido de desculpas, o cantor adiantou que nunca mais pisará no local. “Não é um lugar democrático e que atende todas as pessoas. Jamais frequentaria. Em nenhum momento [o responsável] tentou entrar em contato comigo. Ao apresentar um vídeo editado, mostra que é leviano, uma canalhice”, acrescentou o artista.

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