Polícia

Gerente de banco é preso suspeito de tentar desviar R$ 48 milhões de único cliente

Divulgação/ PCGO
Gerente usava das prerrogativas de sua função para aplicar os golpes  |   Bnews - Divulgação Divulgação/ PCGO
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 15/11/2025, às 19h00



Um homem foi preso na quinta-feira (13) por equipes da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), via Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes (Gref) em Goiânia, capital de Goias.

O gerente de banco foi detido por suspeita de participação em um esquema criminoso para o desvio de dezenas de milhões de reais. A prisão foi resultado de uma operação de inteligência conjunta entre a PCGO e a unidade de segurança institucional do banco.

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De acordo com a polícia, as apurações começaram quando a área de segurança do banco detectou, em tempo real, atividades suspeitas e fraudulentas sendo realizadas de dentro da agência em Goiânia, coordenadas com outra agência.

Ainda segundo a polícia, o gerente abusava da sua função e de seus acessos privilegiados para atuar em conjunto com com outras pessoas ainda não identificadas, de modo que a associação criminosa era coordenada, com cada membro executando uma etapa da fraude.

O grupo criminoso tinha como alvo contas de pessoas jurídicas com altos valores em aplicações que estavam sem movimentação. A polícia identificou que o modus operandi consistia no uso, pelo funcionário, de suas próprias credenciais para repassar aos comparsas certificados de acesso remoto e códigos de autenticação em dois fatores.

Momentos antes da ação policial, o gerente desbloqueava as senhas das contas bancárias de pessoas jurídicas de altos valores e confirmava a habilitação de computadores externos (não autorizados), usados pelos terceiros para efetivar as transferências.

No momento da prisão, os criminosos estavam na etapa final para subtrair mais de R$ 48 milhões de uma única conta. A investigação apurou que o grupo também havia acessado indevidamente outra conta com saldo superior a R$ 30 milhões.

O funcionário foi autuado pelos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informações, violação de sigilo funcional e associação criminosa.

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