Polícia
A Justiça atendeu a denúncia do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) e condenou a cinco anos de prisão a gestora da Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) “Lar Sagrada Família”, Luzania Silva Oliveira, pelos crimes de omissão de assistência, exposição a perigo e maus-tratos cometidos contra pessoas acolhidas no lar.
Fechada desde o mês de outubro de 2025, após operação realizada pelo MPBA em conjunto com outros órgãos, a instituição funcionava no bairro de Alto de Coutos, em Salvador. A denúncia do Ministério Público apontou que, entre agosto de 2024 e outubro de 2025, a mulher manteve 19 pessoas, oito delas idosas e 11 com idade abaixo de 60 anos, algumas dessas com deficiência, em condições consideradas desumanas e degradantes.
Segundo o órgão, as apurações apontaram que os residentes eram privados de alimentação adequada, higiene e cuidados indispensáveis, situação que resultou em lesões corporais e outras violações de direitos. "Luzania retinha cartões bancários vinculados a benefícios previdenciários e assistenciais dos acolhidos, apropriando-se indevidamente dos valores recebidos pelas vítimas", acrescentou o MP.
Durante a operação realizada no dia 6 de outubro de 2025, por volta das 9h30, equipes do MPBA, da Vigilância Sanitária e profissionais de saúde constataram graves irregularidades no local, como quartos em condições precárias, com camas e colchões impregnados de urina e fezes, ausência de fraldas e materiais básicos de higiene, escassez de alimentos, medicamentos vencidos e equipe técnica insuficiente para atender os residentes.
Luzania Silva Oliveira foi presa em flagrante no dia da operação e permaneceu custodiada preventivamente durante toda a instrução criminal.
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