Polícia
Há exatamente um mês, a Bahia viveu uma das maiores tragédias já registradas no estado: o homicídio de quatro adolescentes dentro da Escola Municipal Dom Pedro I, na cidade de Heliópolis, a 330 km de Salvador.
No final da tarde de 18 de outubro, Samuel Santana Andrade, de 14 anos, atirou contra três colegas de turma — Jonathan Gama Santos, 15, Adriane Vitória Silva Ferreira, 15, e Fernanda Souza Gama, 15 — e, em seguida, tirou a própria vida. Segundo Elisângela Alves de Sousa, mãe de Fernanda, os jovens eram amigos próximos, frequentavam a mesma turma de Crisma e mantinham convivência fora da escola.
No dia seguinte à tragédia, a equipe do BNEWS esteve em Heliópolis. Na ocasião, poucos depoimentos haviam sido colhidos pela polícia, pois as autoridades priorizaram oferecer apoio psicológico às famílias das vítimas. Desde então, novas testemunhas foram ouvidas, incluindo familiares, funcionários da escola e alunos presentes no momento do ataque.
Investigações em andamento
A Polícia Civil informou à reportagem que os laudos periciais dos computadores e o relatório de inteligência estão em andamento. Entre os materiais apreendidos para análise estão a arma utilizada no crime, o notebook e o celular de Samuel.
Apoio psicológico e retomada das aulas
As aulas na Escola Dom Pedro I foram suspensas imediatamente após o ocorrido e retomadas 11 dias depois, em 29 de outubro.
Antes do retorno, psicólogos, assistentes sociais, policiais militares, representantes da Secretaria de Educação, Conselho Tutelar e da Prefeitura de Heliópolis organizaram encontros com pais, alunos e professores.
O objetivo foi oferecer acolhimento, trocar informações e esclarecer dúvidas, buscando minimizar os impactos emocionais e sociais da tragédia.
A tragédia de Heliópolis segue como um caso em investigação e acompanhamento, destacando a necessidade de suporte às comunidades escolares em momentos de crise.
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