Polícia
Um analista de sistemas denunciou à polícia ter sido mantido por quase quatro horas sob agressões dentro da sede da Torcida Organizada Bamor, em Salvador, em situações que descreve como tortura. O caso foi registrado na 1ª Delegacia Territorial (DT) dos Barris.
A vítima será identificada apenas pelas iniciais R.B.J., para preservar sua identidade. Segundo o documento, o episódio aconteceu no sábado (18), após ele ser convocado ao local para prestar esclarecimentos sobre supostas vendas fraudulentas que teriam causado prejuízo estimado em R$ 3 mil à entidade.
À polícia, R.B.J. contou que foi indicado por Roberson Santos de Jesus para desenvolver um sistema destinado à torcida organizada. A suspeita teria surgido depois que uma senha foi utilizada para realizar as vendas consideradas irregulares. Questionado pelo presidente da Bamor, Matheus Pires Castro, e por outros integrantes, o analista negou envolvimento na suposta fraude e declarou que havia compartilhado sua senha pessoal com Roberson.
De acordo com o boletim registrado na 1ª Delegacia Territorial (DT) dos Barris, R.B.J. teria sido agredido com um taco de golfe e um alicate. Ele também relatou ter sido asfixiado com um saco plástico e submetido a uma simulação de afogamento, com um pano sobre o rosto enquanto água era despejada. A sessão de violência teria provocado lesões no rosto, nos joelhos, cotovelos, tornozelos e nas costas.
A vítima apontou Gabriel Pereira Silva, Alan Rafael Regis Alves de Aquino e Matheus Pires Castro como autores das agressões. Roberson Santos de Jesus também foi citado no relato como envolvido no episódio. As acusações constam na versão apresentada por R.B.J. e ainda deverão ser apuradas pelas autoridades policiais.
O analista afirmou ainda que os suspeitos acessaram seu celular para verificar conversas e copiaram imagens de sua esposa e de sua filha. Conforme o registro policial, os envolvidos também teriam entrado em aplicativos bancários e subtraído R$ 5.578,18. O Peugeot 208 pertencente a R.B.J. teria sido vasculhado e posteriormente estacionado em frente à sede da organizada.
Ainda segundo o relato, as chaves de outro veículo da vítima, um Kia Sorento, teriam permanecido com o presidente da Bamor. R.B.J. colocou seu sigilo bancário à disposição das autoridades para demonstrar que não participou das supostas fraudes.
O BNEWS tentou entrar em contato com a vítima e com a Torcida Organizada Bamor, mas não obteve retorno. O espaço permanece aberto para manifestações.
Classificação Indicativa: Livre
Notebook Poderoso
Imperdível
Qualidade JBL
Baixou o preço
Top dos Tops