Polícia
Foram presos em Presidente Prudente, no interior de São Paulo, na sexta-feira (14), dois homens denunciados pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) acusados de integrar uma rede do Primeiro Comando da Capital (PCC) que planejava praticar atentados contra autoridades, incluindo o promotor Lincoln Gakiya, considerado um dos maiores investigadores do PCC no Brasil.
Victor Hugo da Silva (vulgo “VH”) e Adilson Audinir Oliveira Junior (vulgo “Ju Machado”) já haviam sido denunciados no final do último mês suspeitos de ligação com a facção criminosa. Além deles, Wellison Rodrigo Bispo de Almeida (vulgo “Corinthinha”) e Sérgio Garcia da Silva (vulgo “Messi”) também foram denunciados.
As investigações apontam que o grupo investigado planejou atentados contra o coordenador de presídios da região Oeste de São Paulo, Roberto Medina, e o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, do Gaeco de Presidente Prudente.
Messi, Corinthinha, VH ou Falcão, e Ju Machado são os "vulgos" dos quatro denunciados pelo Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado(Gaeco) por planejar a execução de autoridades.
Victor Hugo da Silva (vulgo “VH”): apontado como executor operacional, realizando a vigilância de campo, filmando trajetos e residências (especialmente de Roberto Medina) e colhendo placas de veículos;
Wellison Rodrigo Bispo de Almeida (vulgo “Corinthinha”): investigações dizem que homem atuava como coordenador e operador logístico, sendo o interlocutor que recebia os dados colhidos por Victor Hugo para repassá-los ao setor de execução da facção;
Sérgio Garcia da Silva (vulgo “Messi”): seria o responsável pelos levantamentos em Presidente Prudente (interior de São Paulo), focando na rotina do promotor Lincoln Gakiya, além de intermediar a negociação de fuzis;
Adilson Audinir Oliveira Junior (vulgo “Ju Machado”): apontado como interlocutor e colaborador direto de Sérgio em tratativas sensíveis vinculadas à organização, e era responsável por auxiliar na ocultação ou destruição de vestígios digitais e provas incriminatórias.
Em 2025, o promotor Kakiya disse que o PCC chegou a enviar drones para monitorar a sua residência em Presidente Prudente, no interior de São Paulo.
O núcleo da facção que estava encarregado de levantar a rotina de Gakiya tinha prints de tela de seu caminho para o trabalho e academia.
O promotor vê ligação desses atos com a execução do ex-delegado geral da Polícia Civil Ruy Ferraz Fontes, de 63 anos, em setembro do ano passado.
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