Polícia

Investigação aponta que funcionária de pedágio foi decisiva no caso de feminicídio; saiba mais

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O comportamento da funcionária da praça de pedágio na rodovia foi determinante  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 17/12/2025, às 14h06



O comportamento da funcionária da praça de pedágio na rodovia MG-050, em Minais Gerais, foi determinante para a reviravolta na investigação da morte de Henay Rosa Gonçalves Amorim, de 31 anos, inicialmente tratada como um acidente de trânsito.

Os delegados Flávio Destro e João Marcos afirmaram que a atuação da funcionária foi decisiva para que o caso deixasse de ser tratado como uma morte no trânsito e passasse a ser investigado como feminicídio.

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Segundo os delegados Flávio Destro e João Marcos, a funcionária da praça de pedágio desconfiou do comportamento do motorista no momento em que o carro passou pelo local. Ele demonstrava nervosismo excessivo, suava muito, falava pouco e parecia apressado para deixar o pedágio. Além disso, o homem pagou a tarifa e saiu sem pegar o troco, atitude considerada incomum e que reforçou a desconfiança da atendente.

Outro detalhe que a funcionária observou foi a condição da mulher que estava no banco do motorista. Ao notar que ela ficava imóvel, a atendente questionou se estava tudo bem.

De acordo com a polícia, o homem respondeu que a namorada estava passando mal. Mesmo assim, a funcionária ofereceu ajuda e sugeriu que ele parasse o carro para atendimento. O suspeito seguiu viagem,apesar de indicar que pararia.

Diante da sequência de atitudes consideradas fora do padrão, a funcionária comunicou o caso a um superior, relatando tudo o que havia observado. A partir desse contato, a concessionária ligou para a PM e repassou as informações, além das imagens registradas pelas câmeras do pedágio.

“Sim, a gente pode dizer que a participação da assistente do pedágio foi fundamental para o desenrolar dessa investigação. A denúncia partiu dela. A partir disso, as imagens chegaram até a Polícia Militar, depois ao irmão da vítima, e foi isso que permitiu à Polícia Civil começar a monitorar o suspeito ainda no velório”, afirmou o delegado João Marcos.

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As investigações revelam que o empresário matou a mulher e a colocou no banco do motorista do carro e em seguida simulou um acidente na MG-050, em Itaúna, na região oeste de Minas Gerais, no último domingo (14). As informações são do G1.

O namorado da vítima, o empresário Alison de Araújo Mesquita, de 43 anos, confessou o assassinato e afirmou que provocou a batida para simular a morte de Henay em um acidente. Ele foi detido durante o velório dela e permanece preso.

A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer onde e quando ocorreram as agressões. A perícia realiza exames que seguem em andamento e serão fundamentais para a conclusão do inquérito. O caso é tratado como possível feminicídio, e o suspeito permanece à disposição da Justiça.

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