Polícia

Jovem morre após ser arremessada de moto durante corrida de aplicativo

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Jovem compartilhou o status da corrida os com familiares  |   Bnews - Divulgação reprodução/redes socias
Bruna Rocha

por Bruna Rocha

Publicado em 26/05/2025, às 11h52 - Atualizado às 22h52



Um jovem morreu na noite do último sábado (24), após a moto de aplicativo que trafegava colidir com a porta de um carro. O caso aconteceu no bairro de Bom Retiro, na região central de São Paulo. 

As vítimas Larissa Barros, 22, e o motociclista, Henderson de Souza Maior, foram arremessados na via após o impacto. Os dois estavam na avenida Tiradentes por volta das 23h, quando um carro, também de aplicativo, abriu a porta no meio do trânsito. No veículo, dois passageiros estavam brigando. 

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o motorista do carro relatou que Felipe Moutinho Hilsenrath Garcia, 28, e João Pedro Baptista Viegas de Oliveira Paes, 27, teriam ameaçado sair do veículo, e um deles abriu a porta enquanto esperavam no semáforo vermelho.

Larissa foi socorrida a um hospital, mas não sobreviveu. Ela era formada em Engenharia de Produção pela Faculdade Cruzeiro do Sul e trabalhava como supervisora comercial. Conforme o boletim de ocorrência, o condutor da moto também precisou de atendimento, mas se negou a dar esclarecimento sobre o ocorrido. 

Um dos passageiros do carro de aplicativo informou não lembrar de ter aberto a porta. Em depoimento à Polícia Civil, o rapaz admitiu que estava sob efeito de álcool. O cliente também reforçou que não se lembra de ter aberto a porta do veículo, mas não negou a possibilidade.

A família da jovem acompanhava a viagem e estranhou a demora de Larissa. Em entrevista ao  Bom Dia São Paulo, o tio da vítima, Carlos Alberto Torres, demonstrou sua indignação. ''Como duas pessoas embriagadas abrem a porta e acabam com a vida de alguém assim? Eu espero justiça'', disse. 

A empresa 99, para quem o motociclista prestava serviço, informou que está acompando o caso. 

Atualização

O Inquérito Policial concluiu pelo indiciamento de João Pedro Baptista Viegas de Oliveira Paes, assim, a denúncia do Ministério Público foi oferecida exclusivamente em face de João Pedro, não havendo imputação alguma contra FELIPE MOUTINHO HILSENRATH GARCIA.

A defesa de Felipe se manifestou com a nota abaixo:

"Os elementos de prova produzidos pela Administração Pública ao longo de aproximadamente 1 (um) ano de investigações, confirmam que FELIPE MOUTINHO HILSENRATH GARCIA (“FELIPE”) não causou e tampouco concorreu para o resultado do acidente, destacando-se que, de acordo com o Inquérito Policial concluído em dezembro/2025: (1) se confirmou que FELIPE, ouvido como mera testemunha, não abriu a porta do veículo e não participou ou concorreu para a prática do delito – ao contrário, tentou evitá-lo, (2) houve denúncia do crime única e exclusivamente ao outro passageiro do veículo, sem qualquer envolvimento de FELIPE."

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