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Justiça tira das ruas policial que matou mãe de cinco filhos com tiro no peito em abordagem; veja outras medidas impostas

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Decisão judicial impõe recolhimento noturno e proíbe contato com testemunhas; demora no resgate é investigada  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 24/04/2026, às 06h10 - Atualizado às 06h19



A soldado da Polícia Militar Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, foi afastada das funções e passou a cumprir uma série de restrições impostas pela Justiça após o tiro que matou a moradora Thawanna Salmázio, na Zona Leste de São Paulo. A decisão saiu na quarta-feira (22) e atinge diretamente a atuação da policial, que estava em estágio final na corporação.

Ela não pode mais portar arma, está proibida de se aproximar de testemunhas e da família da vítima e também não pode deixar a comarca sem autorização. À noite, entre 22h e 5h, terá de permanecer em casa. As medidas foram autorizadas pelo juiz Antônio Carlos Ponte de Souza, que apontou existência de prova do crime e indícios suficientes de autoria.

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A própria Polícia Militar pediu a adoção das cautelares, com aval do Ministério Público. Procurada, a Secretaria da Segurança Pública afirmou apenas que a corporação não comenta decisões judiciais.

Tiro após discussão
O que aconteceu naquela madrugada de 3 de abril ainda é alvo de investigação, mas parte da sequência já está documentada. Thawanna caminhava com o marido em Cidade Tiradentes quando o braço dele encostou no retrovisor de uma viatura em patrulhamento. O veículo parou. Houve questionamento, resposta atravessada, e a abordagem saiu do controle.

Nas imagens da câmera corporal do motorista, é possível ouvir o momento em que a situação escala. Yasmin, no banco do passageiro, desce da viatura. Thawanna reage à postura da policial. Em seguida, o disparo.

Logo depois, ainda com a vítima no chão, o colega de farda reage: "Você atirou? Você atirou nela? Por quê, ca***?".

A resposta vem imediata: "Ela deu um tapa na minha cara".

Especialistas ouvidos pela TV Globo classificam a abordagem como irregular desde o início. Para eles, o que se vê nas imagens está mais próximo de uma briga do que de uma ação policial dentro de protocolo.

30 minutos de espera
Registros de rádio e imagens mostram que o pedido de socorro foi feito logo após o disparo, às 2h59. O chamado ao Copom foi reforçado mais de uma vez. Mesmo assim, o acionamento do Corpo de Bombeiros só ocorreu cerca de cinco minutos depois.

Às 3h06, uma ambulância chegou a ser designada, mas acabou substituída minutos depois. Enquanto isso, no local, a preocupação aumentava.
“O resgate vai demorar?” questiona o policial. “Já está ficando branco o lábio dela.”

A viatura definitiva saiu às 3h17. Chegou apenas às 3h30, meia hora depois do primeiro pedido de ajuda. Thawanna foi levada ao hospital, mas não resistiu.

O laudo do Instituto Médico Legal apontou hemorragia interna aguda como causa da morte. Profissionais de resgate ouvidos pela TV Globo afirmam que o intervalo sem atendimento adequado foi determinante para o desfecho.

A Polícia Civil também apura a demora no socorro. Paralelamente, a Ouvidoria das Polícias pediu que a corregedoria da PM investigue possível omissão no atendimento.

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