Polícia
O suspeito de roubar o celular de uma estudante em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense (RJ), se entregou à polícia nesta quarta-feira (12). O crime aconteceu na última segunda-feira (10), quando a adolescente seguia para o colégio. A Justiça decretou a prisão temporária de Alison da Cruz Santana Aleixo, de 25 anos.
Segundo informações do site Extra, Alison confessou o crime durante o depoimento e afirmou ter utilizado um simulacro de arma de fogo para abordar a vítima.
Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento em que o homem se aproxima da estudante. Ela tenta impedir que o celular seja levado, mas é contida pelo suspeito, que utiliza a força para arrancar o aparelho de suas mãos.
Durante a abordagem, a adolescente chora e pede para que o homem não leve o telefone. "Por favor, moço, por favor, por favor, pelo amor de Deus, eu só tenho esse telefone", diz.
Após pegar o celular, Alison entra em um carro e deixa o local. A estudante permanece na rua, abalada, e aborda um motorista para relatar o ocorrido.
Local bairro dos cavaleiros
— Plantão Baixada RJ (@plantaobaixadaa) August 10, 2026
Duque de Caxias pic.twitter.com/TfoFBLDj7L
Identificação do suspeito
A identificação do suspeito ocorreu após os investigadores analisarem o veículo usado na fuga. Segundo a polícia, Alison aparece desembarcando do carro pouco antes de abordar a adolescente. O automóvel pertence ao pai dele.
Durante o depoimento, o homem teria contado que decidiu cometer o assalto depois de perceber que a estudante estava com um celular. Ele alegou que precisava de dinheiro para comprar peças para o próprio carro e que utilizou uma arma de brinquedo durante o crime.
Após a prisão temporária, a Polícia Civil deve solicitar à Justiça a conversão da medida em prisão preventiva.
Inocente quase foi preso
Antes da identificação de Alison, um ajudante de caminhão chegou a ser apontado injustamente nas redes sociais como responsável pelo assalto. A falsa acusação surgiu depois que uma imagem produzida por inteligência artificial passou a circular junto ao vídeo do crime.
Segundo os investigadores, a informação falsa chegou a interferir no andamento da apuração, obrigando a polícia a realizar diligências adicionais para comprovar que o homem não tinha relação com o roubo.
Desesperado, o ajudante chegou a comparecer à delegacia. Ele contou que estava trabalhando, fazendo uma entrega, no dia do assalto, quando recebeu mensagens informando que sua imagem estava sendo associada ao crime em grupos de mensagem. Sentindo-se abalado e temendo pela própria vida, ele procurou a polícia.
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