Polícia
por Bernardo Rego
Publicado em 26/02/2025, às 16h25
Um líder religioso, de 59 anos, denunciado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) em agosto de 2024, foi condenado na última segunda-feira (24) pel estupro de duas enteadas, uma neta e outras quatro meninas a 259 anos e seis meses de prisão em regime fechado. Ele já está preso preventivamente.
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Os crimes foram cometidos nas cidades de Três de Maio e Independência, no Rio Grande do Sul. De acordo com a Justiça, foi fixada uma indenização às vítimas no valor total de RS 150 mil (valor a ser dividido entre elas).
Na denúncia, a promotora de Justiça de Três de Maio, Carolina Zimmer, ressaltou que os crimes ocorreram entre 2009 e 2024 e que o homem manipulava as vítimas em razão da função religiosa que exercia, fazendo ameaças para que elas não contassem os fatos. De acordo com a promotora, os abusos das enteadas, da neta e de uma outra menina começaram antes delas completaram 14 anos , o que configurou o estupro de vulnerável.
Para a juíza Vanessa Teruya Bini Mendes, da 2ª Vara Judicial da Comarca de Três de Maio, que analisou o caso, os os estupros se repetiram "de forma silenciosa, recorrente e cruel".
"O relato (da neta) evidencia a manipulação do acusado, que usava a religião para justificar suas ações, explorando a fé e a vulnerabilidade da vítima", disse a juíza. "Nesse cenário, muitas vítimas não conseguiram sequer quantificar quantas vezes foram abusadas ao longo dos anos. Uma das vítimas referiu que foram mais de mil abusos e a violência deixou de ser algo extraordinário, tornando-se parte da subjugação e do cotidiano impostos", acrescentou.
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