Polícia

Mãe critica condenação de 18 anos aplicada a filho que matou a irmã: “Esperava mais”

Reprodução / TV TEM
Mãe criticou a condenação de 18 anos imposta a Edinilson pelo assassinato da irmã, Andreza  |   Bnews - Divulgação Reprodução / TV TEM
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 26/06/2025, às 18h20



A mãe de Edinilson Aparecido de Lima, condenado a 18 anos de prisão pelo assassinato da própria irmã, a manicure Andreza Schitini, não ficou contente com a duração da pena recebida pelo filho após crime cometido em 2023, na cidade de Tatuí, em São Paulo. 

O caso foi julgado por júri popular nesta quarta-feira (25), e o réu, de 48 anos, cumprirá a pena em regime fechado. Mesmo com a condenação, Erminda – a mãe dos irmãos – declarou em entrevista à TV TEM que a sentença foi curta diante da brutalidade do crime.

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“Estou um pouco mais aliviada. Sensação de que a Justiça foi feita, pouca, mas foi feita. Ele é meu filho também, mas nada justifica o que ele fez. Eu esperava mais. Agora a gente espera a justiça divina”, desabafou.

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Durante o julgamento, Edinilson confessou o homicídio e alegou ter cometido o crime durante uma discussão com Andreza, justificando a ação por conta de uma relação "conturbada" entre os dois. A promotoria, no entanto, rebateu a tese da defesa, afirmando que o assassinato foi cometido com requintes de crueldade.

A mãe e outra irmã do réu, Jéssica, prestaram depoimento como testemunhas de acusação e também pediram por justiça, demonstrando indignação diante do fato de o crime ter sido cometido por um membro da própria família.

Relembre o caso

Andreza Schitini, de 35 anos, foi assassinada em agosto do ano passado. Após matá-la, Edinilson enrolou o corpo da vítima em um cobertor, descartou às margens de um riacho nos fundos da casa da própria irmã e cobriu com sacos de lixo.

Na época, Edinilson chegou a participar das buscas pelo paradeiro de Andreza, tentando despistar a polícia. No entanto, imagens de câmeras de segurança mostraram ele saindo da residência da vítima, o que levou à confissão do crime. Segundo as investigações, questões financeiras teriam motivado o homicídio.

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