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Mãe de Isabella Nardoni compartilha homenagem no dia que a filha faria 23 anos: 'A saudade nunca passou'

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Isabella Nardoni foi assassinada em 2008, aos 5 anos  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Redação BNews

por Redação BNews

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Publicado em 18/04/2025, às 21h36



A vereadora Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, comoveu internautas ao publicar uma homenagem para a filha, que faria 23 anos nesta sexta-feira (18). A menina foi assassinada aos 5 anos de idade, em 2008, após uma discussão com o pai e a madrasta.

Na publicação, a mulher abre uma caixa de memórias com uma montagem de pertences e fotos de Isabella na infância. No áudio, a parlamentar descreve como seria a vida se a filha estivesse viva.

"Você sabia que é tão difícil? Porque a saudade nunca passou, só mudou de lugar. Tem dias que eu só queria escutar sua voz me chamando de mamãe, com aquele sorriso que iluminava tudo. Eu guardo tudo de você com tanto carinho, suas fotos, seus desenhos, suas cartinhas… eu fecho os olhos e consigo sentir você aqui comigo. E por um segundo, só por um segundo, parece que nada mudou. Mas tudo mudou", lamentou.

"Mudou o rumo da minha vida, mudou quem eu sou. Mas uma coisa não mudou, nem vai mudar: o grande amor que eu sinto por você. Eu te amo com tudo o que eu sou. E nesse 18 de abril, eu só queria te dizer o quão grata eu sou por viver esses cinco anos ao seu lado. Eu daria tudo para viver mais um aniversário com você. Feliz aniversário, meu amor! Você vive em mim para sempre. Eu te amo muito, com muito, muito, muito amor. Da sua mãe", finalizou.

Relembre o caso

Na noite de 29 de março de 2008, Isabella de Oliveira Nardoni foi jogada do 6º andar do Edifício London, na Vila Guilherme, zona norte de São Paulo. Após a separação dos pais, a menina, de 5 anos, passava fins de semana alternados com o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá.​

Conforme a perícia, a criança foi agredida e asfixiada antes de ser arremessada pela janela. Foram encontradas manchas de sangue no apartamento e no carro da família, além de indícios de tentativa de adulteração da cena do crime.

Alexandre foi condenado a 31 anos, 1 mês e 10 dias de prisão, enquanto sua companheira recebeu pena de 26 anos e 8 meses. O casal responde por homicídio triplamente qualificado e fraude processual.

A mulher foi solta em 20 de junho de 2023, após a Justiça conceder a progressão de sua pena para o regime aberto. Já o homem também responde em regime aberto desde 6 de maio de 2024.

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