Polícia

Mãe de Oruam deixa presídio após decisão de Alexandre de Moraes e passa a cumprir prisão domiciliar

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Mãe de Oruam, Márcia Gama foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes a deixar a prisão, mas terá que usar tornozeleira eletrônica  |   Bnews - Divulgação Reprodução | Redes Sociais
Alex Torres

por Alex Torres

Publicado em 08/11/2026, às 20h09 - Atualizado às 20h20



A mãe do rapper Oruam, Márcia Gama Nepomuceno, deixou a prisão na manhã deste domingo (8), e passou a cumprir prisão domiciliar no Rio de Janeiro. Ela estava detida desde outubro e foi solta após uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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De acordo com a Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seap), Márcia deixou o Instituto Penal Djanira Dolores de Oliveira, localizado no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste da capital fluminense.

A decisão judicial também determinou que a mãe do artista seja monitorada por tornozeleira eletrônica durante o cumprimento da prisão domiciliar. A medida foi concedida após a defesa argumentar que a mãe de Oruam é a principal responsável pelos cuidados de um neto com autismo.

PRISÃO

Márcia foi presa no dia 19 de outubro, durante a Operação Blackbone, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para investigar um suposto esquema de exploração ilegal de serviços de internet em comunidades do Rio de Janeiro.

Segundo as investigações, integrantes do Comando Vermelho (CV) utilizavam ameaças e violência para impedir a atuação de empresas concorrentes e impor o monopólio do fornecimento de internet em regiões controladas pela facção criminosa.

Além da mãe de Oruam, Lucas Santos Nepomuceno, conhecido como Lucca e irmão do rapper, também foi preso durante a operação. As investigações da PF também envolvem Márcio Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, pai de Oruam e apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho.

As suspeitas seriam de que Marcinho VP continuava exercendo influência sobre atividades empresariais exploradas em comunidades cariocas, mesmo estando preso, com a participação de familiares e outros integrantes da organização criminosa.

Os investigadores apuram ainda a utilização de empresas e operações financeiras para movimentar e ocultar recursos provenientes do esquema ilegal. As suspeitas seguem sob investigação.

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