Polícia

Marido de PM morta diz que ela pode ter apertado o próprio pescoço antes de tirar a vida: 'para me incriminar'

Reprodução
Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto negou ter atirado na esposa, a soldado Gisele Alves Santana  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 16/03/2026, às 06h40



O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, negou ter matado a própria esposa, a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada baleada dentro do apartamento do casal em São Paulo.

Em entrevista ao programa Domingo Espetacular, da Record TV, o militar afirmou que a companheira pode ter tirado a própria vida e acusou familiares dela de criar uma “narrativa mentirosa” para responsabilizá-lo.

A morte da policial é investigada pela Polícia Civil de São Paulo como possível feminicídio, mas o oficial sustenta que não teve participação no caso.

Durante a entrevista, ele também comentou sobre um vídeo que circula nas redes sociais relacionado ao caso e disse acreditar que o material teria sido manipulado com inteligência artificial.

“Esse vídeo que estão divulgando não corresponde à realidade. Isso pode ter sido feito com inteligência artificial”, afirmou o tenente-coronel.

“Ela pode ter tirado a própria vida”, diz militar
Ao comentar o laudo pericial que apontou marcas no pescoço da vítima, o militar levantou uma hipótese controversa: a de que a própria policial teria provocado as lesões antes de morrer.

“Eu não sei quem fez aquelas marcas. Eu garanto que não fui eu. Eu roo unhas, praticamente não tenho unha. Será que a própria Gisele não apertou o pescoço com a mão e depois tirou a própria vida para me incriminar?”, declarou.

Ele também afirmou que jamais teria coragem de matar a esposa.

“Eu nunca faria isso. Não atiraria nem em um bandido desarmado, quanto mais em alguém que eu amava”, disse.

Conversa sobre separação antes da morte
Segundo o relato do militar, momentos antes da morte ele havia voltado a falar sobre a possibilidade de separação. Ele afirma que já havia tentado iniciar o processo de divórcio em três ocasiões anteriores.

“Eu falei que a gente precisava terminar o relacionamento. Marquei o divórcio três vezes, em setembro, outubro e novembro, mas ela não compareceu”, disse.

No dia do caso, ele afirma ter ido ao quarto da esposa pela manhã para conversar novamente sobre o assunto.

“Entrei no quarto, dei bom dia e falei que talvez fosse melhor a gente se separar. Ela levantou da cama, me empurrou para fora e eu fui tomar banho”, relatou.

Ainda segundo ele, enquanto estava no banheiro ouviu um barulho e saiu para verificar o que havia acontecido.

“Quando abri a porta, vi a Gisele caída no chão. Nem desliguei o chuveiro. Peguei o celular e deixei a porta do apartamento aberta para todo mundo ver o que estava acontecendo”, afirmou.

Relacionamento em crise
Apesar de afirmar que o casamento era “maravilhoso”, o tenente-coronel reconheceu que o relacionamento vinha passando por dificuldades e que o casal já não dividia o mesmo quarto havia meses.

“Nunca houve agressão. Havia discussões, principalmente por ciúmes, mas briga, no sentido de violência, nunca existiu”, declarou.

Ele também negou acusações de comportamento possessivo e disse que o relacionamento nunca foi bem aceito pelos familiares da policial.

“Eles queriam que ela voltasse para o ex-companheiro. Toda vez que eu ia à casa da família dela, era hostilizado”, afirmou.

Caso segue sob investigação
A soldado foi socorrida ainda com vida após ser encontrada ferida dentro do apartamento do casal, em São Paulo, no dia 18 de fevereiro. Ela foi levada ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, mas não resistiu.

Durante a investigação, foram apreendidos uma pistola Glock .40 pertencente à Polícia Militar do Estado de São Paulo, celulares e outros objetos do casal.

A Justiça paulista autorizou recentemente a exumação do corpo da policial para novos exames periciais. O inquérito tramita sob sigilo e busca esclarecer se houve suicídio ou crime.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)