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PM suspeito de matar esposa afirma que filha de 7 anos causou marcas no pescoço da mulher: 'Tem uma unha bem grandinha'

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Oficial afirma que menina de 7 anos costumava abraçar a mãe pelo pescoço quando pedia colo; caso é investigado como possível feminicídio  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 12/03/2026, às 06h25 - Atualizado às 06h28



O tenente-coronel da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, afirmou que as marcas encontradas no pescoço da esposa, a policial militar Gisele Santana, podem ter sido provocadas pela própria filha do casal, uma criança de 7 anos. A declaração foi dada em entrevista à Record TV.

Segundo o oficial, poucos dias antes da morte, mãe e filha passaram o dia em um parque de diversões. Ele contou que, quando ficava cansada, a menina costumava pedir colo e se agarrar ao pescoço da mãe.

De acordo com ele, a criança cruzava as pernas na cintura da policial e segurava o pescoço com as mãos. O tenente-coronel afirma que essa posição poderia explicar as marcas apontadas no laudo necroscópico. Ele também disse que costuma roer as unhas, enquanto a filha teria unhas maiores.

"Ela (a criança) botava as perninhas entrelaçadas e segurava as mãos no pescoço. Eu não estava lá com elas, mas acho que, como passaram o dia no parque, (a Gisele) pode ter levado a filha no colo. Eu vi o laudo. Lá diz que as marcas eram na altura da mandíbula e da nuca. A posição que a menina ficava — alegou. — O laudo diz que tinha marcas de unha. Eu não tenho unha. Eu roo. A filha dela é criança, mas tem uma unha bem grandinha", disse.

Caso passou de suicídio para feminicídio
A policial, de 32 anos, foi encontrada baleada no apartamento onde morava com o marido, no bairro do Brás, na região central de São Paulo. No início, o caso foi registrado como suicídio, mas passou a ser investigado como possível feminicídio após a exumação do corpo.

O novo laudo pericial apontou lesões no rosto e no pescoço, além de indícios de que a vítima pode ter desmaiado antes do disparo que atingiu a cabeça.

Durante a entrevista, o oficial afirmou que se sente injustiçado. Segundo ele, além de enfrentar o luto pela morte da esposa, agora precisa lidar com a suspeita de homicídio.

Versão do marido
O tenente-coronel relatou que, na manhã do ocorrido, conversou com Gisele sobre uma possível separação. Ele disse que a policial ficou irritada, o empurrou para fora do quarto e bateu a porta.

Depois disso, ele teria ido tomar banho. Ainda segundo a versão dele, enquanto estava no banheiro ouviu um disparo e, ao sair, encontrou a mulher caída no chão com uma poça de sangue.

O oficial afirma que abriu a porta do apartamento e fez ligações pedindo socorro. No entanto, uma vizinha relatou à polícia ter ouvido o barulho do tiro por volta das 7h28, enquanto os registros telefônicos indicam que as chamadas de emergência foram feitas cerca de meia hora depois.

Cena levantou suspeitas
Socorristas que atenderam a ocorrência disseram que estranharam a posição da arma na mão da policial e o estado do local. Um deles chegou a fotografar a cena por desconfiar de inconsistências.

Outros pontos também chamaram atenção dos investigadores, como a ausência do cartucho da bala e o fato de o oficial afirmar que estava no banho, apesar de não haver água no chão do apartamento.

Limpeza do apartamento
Testemunhas ainda relataram que policiais militares retornaram ao imóvel horas depois para realizar uma limpeza no local. A medida pode ter comprometido a preservação da cena.

O tenente-coronel afirmou que a limpeza foi autorizada por um superior para evitar que a família da vítima encontrasse o apartamento sujo ao buscar os pertences dela.

As circunstâncias da morte de Gisele Santana seguem sob investigação. O caso é tratado como prioridade pela polícia e novas perícias devem ajudar a esclarecer o que aconteceu dentro do apartamento naquela manhã.

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