Polícia

Menino de três anos morre após ser espancado pelo próprio pai em Águas Claras

Arquivo pessoal
O menino morreu na madrugada desta quinta-feira (9), após ter sido espancado pelo próprio pai por não lhe ter dado “bom dia”  |   Bnews - Divulgação Arquivo pessoal
Gabriel Santana

por Gabriel Santana

Publicado em 09/07/2026, às 17h33



Um menino de três anos, identificado como Oliver Golden Grayson, morreu na madrugada desta quinta-feira (9), após ter sido espancado pelo próprio pai, depois da criança não lhe ter dado “bom dia”.

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O caso aconteceu no distrito de Águas Claras, no município de Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS), onde a família mora. O pai do pequeno, identificado como Dandre Jermaine Grayson, é um missionário estadunidense de 33 anos. Ele confessou o crime e se encontra preso de forma preventiva desde o último domingo (5).

A morte de Oliver foi constatada pela Polícia Civil. Em depoimento para a delegada responsável pela investigação, Luana Tamiozzo Medeiros, na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), o missionário confessou que deu socos no peito e no abdômen da criança, além de ter batido a cabeça de Oliver contra o chão.

A vítima estava internada em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre (RS) e morreu na última quarta-feira (8), mas só teve a morte confirmada pela polícia nesta madrugada (9).

O próprio agressor levou o menino até o hospital de Viamão no último domingo (5), mas, por conta da gravidade dos ferimentos, a vítima precisou ser transferida para a capital gaúcha.

Regime de prisão convertido

Após comprovar a gravidade das lesões, a equipe médica acionou o 18º Batalhão de Polícia Militar (BPM). O estadunidense foi preso em flagrante no hospital, mas, na última segunda-feira (6), a Justiça converteu o flagrante em prisão preventiva.

Outras vítimas

A Polícia Civil relatou que existem registros em pelo menos outros dois estados do Brasil, que indicam que três dos demais filhos do casal, de cinco, sete e nove anos, também teriam sido vítimas de agressões parecidas.

Além dos maus-tratos contra as crianças, estão sendo apurados possíveis casos de violência doméstica contra a esposa do missionário. A polícia fez um pedido para que a mulher tenha uma medida protetiva. A família vive no Brasil há nove anos e havia mudado para Viamão (RS) há uns seis meses.

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