Polícia

Método de tortura de gás em viatura é registrado em ao menos 11 estados

Reprodução/Redes Sociais

Morte de Genivaldo Santos por asfixia, no último dia 25, levanta debate sobre uso de gás em viatura

Publicado em 01/06/2022, às 10h45    Reprodução/Redes Sociais    Redação BNews

O uso de gás lacrimogênio e de pimenta por policiais rodoviários federais, que entra em debate após a morte de Genivaldo Santos por asfixia, no último dia 25, é recorrente.  São ao menos 24 casos registrados em 10 estados (AM, PA, SC, RS, SP, MT, MG, GO, AL), incluindo a Bahia, mais o Distrito Federal, segundo apuração feita pelo portal Metrópoles.  

As concorrências estão descritas em depoimentos, sentenças, acordos e diários oficiais de tribunais de Justiça. Em determinados casos, os episódios servem como base para pedidos de indenizações ao Estado.

Os relatos revelam métodos de tortura, a exemplo do utilizado na morte de Genivaldo, que foi colocado dentro do porta-malas de uma viatura que foi tomado por gás lacrimogênio. Como resultado, uma espécie de “câmara de gás” foi formada e contribuiu para a morte do homem.

A ação é próxima de uma agressão registrada no Distrito Federal, onde um homem que deveria ser levado para a delegacia foi torturado por dois policiais. Os agentes da lei jogaram gás de pimenta da viatura na qual o rapaz estava, além de agredi-lo com chutes e aparelhos de choque. O registro é de maio de 2014, em Ceilândia.

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Especialistas em saúde têm alertado que o uso de gás, em especial o lacrimogênio, pode acarretar em óbito por asfixia quando usado em ambientes fechados. A própria especificação técnica do dispositivo traz o alerta.

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