Polícia
Publicado em 15/01/2025, às 19h39 Andrêzza Moura
Um dia após deixar a penitenciária feminina Gardência Gomes, na Zona Sul de Teresina, onde ficou detida por cinco meses acusada de envenenar e matar crianças, no Piauí, em 2024, Lucélia Maria da Conceição Silva, de 52 anos, falou com a TV Clube, nesta terça-feira (14), sobre os momentos difíceis que passou na prisão e o alívio de poder voltar para casa. Ela foi detida em 23 de agosto, suspeita de oferecer caju envenenado aos irmãos João Miguel e Ulisses Silva, de sete e oito anos, em Parnaíba, litoral do Piauí.
A mulher foi solta via medida cautelar de liberdade provisória, na noite da segunda-feira (13), após o laudo pericial afastar a possibilidade de ela ter colocado veneno na fruta e depois que o marido da avó das crianças, Francisco de Assis da Costa, foi preso suspeito de colocar ‘chumbinho’ – veneno para matar ratos -, no alimento de familiares dos meninos, no dia 1º de janeiro. Na ocasião, quatro pessoas morreram – a mãe de João e Ulisses, dois irmãos dos meninos e o tio. Agora, a polícia apura a participação dele também na morte das crianças, em 2024.
Em entrevista, Lucélia lembrou que, ao ser apontada como responsável pelo envenenamento das crianças, sofreu uma tentativa de linchamento por parte dos vizinhos e teve a casa incendiada. "Eles começaram a depredar [a casa] comigo ainda dentro. Agradeço muito a Deus e à polícia que chegou no momento. Senão tinha morrido eu, meu filho e meu marido", relembrou a mulher.
Ainda durante a conversa, ela negou ter dado cajus aos dois meninos que morreram, e que, inclusive, não conhecia eles, nem a família. "Nunca conheci, não, esse homem, essa mulher, nem os meninos também", afirmou Lucélia.
Ainda abalada, ela contou que, na prisão, recebeu muitas ameaças e que, tinha dificuldades de dormir, pois temia pela própria vida. "Diziam que tinha uma cabeça sobrando. Que era a minha, né. Nunca mais eu dormi. Desde que isso aconteceu na minha vida eu não consegui mais dormir direito. Um pesadelo que ainda hoje está na minha cabeça", disse.
Após deixar a prisão, Lucélia voltou para Parnaíba, onde estão o marido e os dois filhos, e, agora, vai ficar na casa de familiares. "Com fé em Deus, vou viver a vida tranquila. A vida que eu tinha antes, né? Com minha família", acredita a mulher.
Denunciada pelo Ministério Público do Piauí (MPPI) por duplo homicídio qualificado, Lucélia não foi inocentada, e ainda deve responder o processo. A decisão de soltura foi assinada pela juíza Maria do Perpétuo Socorro Ivani Vasconcelos, da 1ª Vara Criminal de Parnaíba, após sair o laudo do Instituto de Medicina Legal (IML), que descarta a presença de veneno nos cajus. O documento apontou a não presença de terbufós - substância tóxica semelhante ao ‘chumbinho’ -, nas frutas. A substância que foi encontrada no estômago dos meninos e se seus familiares, envenenados no dia 1º de janeiro.
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