Polícia
por Bruna Ferraz
Publicado em 02/11/2024, às 17h39
Uma estudante de medicina de 27 anos acusou o namorado, um médico de 25 anos, de ter realizado um aborto nela sem o seu consentimento. O caso aconteceu no destino turístico de Pirenópolis, no Entorno do Distrito Federal, na última terça-feira (29), mas divulgado apenas na sexta (01).
Segundo a denúncia da mulher, ela estava grávida de três meses quando foi convidada pelo namorado para uma suposta “lua de mel”. Lá, ela afirmou ter sido dopada e agredida pelo suspeito. Nesse momento, ele teria colocado comprimidos em sua genitália para que a gestação fosse interrompida.
A vítima denunciou o caso na Delegacia da Polícia Civil (PC) de Pirenópolis. Segundo o delegado Tibério Martins, uma equipe foi enviada ao local apontado pela mulher, mas o homem já havia ido embora quando os agentes chegaram.
Segundo apontou a PC, a irmã da jovem foi ao seu encontro em Pirenópolis. Com sangramentos, a vítima foi levada para uma clínica, já em Goiânia, quando profissionais de saúde encontraram dois comprimidos dentro do seu canal vaginal. O feto precisou ser removido.
A mulher procurou a Delegacia Estadual de Atendimento à Mulher (Deam) e disse, em depoimento, ter ficado sonolenta após tomar um suco oferecido pelo namorado. Segundo a moça, ela flagrou o médico colocando os comprimidos em sua vagina quando estava acordando.
O delegado Tibério Martins explicou ao Metrópoles que a briga do casal teria acontecido justamente por ela ter o flagrado colocando os comprimidos em sua genitália, contudo, destacou que essa informação só foi apresentada pela vítima em Goiânia, não na delegacia em Pirenópolis. Diante dos novos esclarecimentos, o delegado explicou que o caso agora vai depender de um laudo médico que comprove o aborto, a substância que foi usada para a sedação e a substância abortiva.
O investigador explicou que os namorados estudavam juntos e que, ao descobrir a gravidez, o homem teria proposto um aborto para a mulher, que recusou. Ainda segundo revelou o delegado, a namorada disse que a relação entre ambos não precisaria continuar, mas que ela fazia questão de ter seu bebê, que também estava sendo bem recebido pela sua família.
O médico, que não teve a sua identidade revelada, não foi detido e deve ser investigado por provocar aborto sem consentimento da gestante, cuja pena pode variar de 3 a 10 anos de reclusão, além de outros crimes que possam ser comprovados.
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