Polícia
por Lucas Pacheco e Davi Lemos
Publicado em 31/12/2024, às 18h23 - Atualizado às 18h33
A mulher que afirma ter sido agredida por Uelber da Silva Cardoso, em conversa com o BNEWS nesta terça-feira (31), disse que está se sentindo insegura e desprotegida pois, conforma afirma, o susposto agressor descumpriu por duas vezes a medida protetiva estabelecida pela Justiça baiana.
"Ele foi pego em flagrante, na situação do dia da agressão e, mesmo assim, ele foi liberado. Eu sei que nossa justiça é falha, não sei quem está por trás de tudo isso. Ele já descumpriu duas medidas protetivas: já tentou contato comigo, já tentou contato com amigos de meu filho, o que não tem nexo; ele já tentou contato com amiga minha, já colocou o próprio companheiro dele para entrar em contato comigo para marcar de se encontrar e conversar e eu não respondi a nenhuma das mensagens, ligações. Ontem ele mesmo me ligou de um número que eu não sabia que era ele. Ele mesmo me ligou, tentando fazer acordo, que iria retirar o processo que abriu contra mim desde que eu também retirasse o processo em que meu filho está envolvido. Não sei mais o tipo de pessoa com quem eu convivi, que eu estou conhecendo. Não sei quem está por trás de tudo isso, mas tem muita coisa que não estou entendendo", disse a mulher, que pediu para ter a identidade preservada.
Ela complementou: "Estou me sentindo insegura, desprotegida, meu filho também porque, diante de todos os fatos, de todas as provas, ele continua solto e eu tendo a minha vida cessada junto com meu filho que é o que mais está sofrendo e ele não tem culpa de nada porque são escolhas da mãe dele".
Ao BNEWS, a mulher apresentou vídeos e votos que registram agressões anteriores à ocorrida no Natal, bem como registros que comprovam o relacionamento entre eles. A mulher afirmou ao BNEWS que, quando conheceu Uelber, ele se apresentou como solteiro e não como casado há dez anos com outro homem, conforme relatou em entrevista recente. "Eu tenho como provar que realmente eu tinha um relacionamento com ele. Tenho provas, fotos, vídeos, tenho pessoas. Inclusive ele é cadastrado em meu condomínio como morador, tem assinatura dele onde ele mesmo assina. E todas as pessoas são prova de que ele se apresentava como meu esposo e pai do meu filho. Mesmo não sendo pai biológico, eu sempre fiz questão que as pessoas o respeitassem e o conhecessem como pai do meu filho", disse, em conversa, nesta terça-feira (31), em frente à Casa da Mulher Brasileira.
A mulher afirmou que a agressão ocorrida na madrugada do dia 25 de dezembro não foi a primeira. "A gente já vinha tendo muitas brigas. Não foi a primeira agressão. Faço questão de registrar que não foi a primeira. Eu nunca denunciei porque eu tinha medo: ele me ameaçava, ameaçava meu filho. Ele sempre falou que se eu denunciasse, ele ia preso num dia e seria solto no outro porque ia ser a palavra de uma vagabunda contra a palavra de um empresário, de um advogado, assessor político e que não ia dar em nada. Então eu me calei. Eu tenho [registro de] ligações que ele me ligada das vezes que a gente brigava e chegava a se separar e depois reatava onde ele mesmo fala que ele iria mandar dar uma surra no meu filho, que ele iria dar uma surra em mim", relatou a mulher.
A mulher também afirma que, desde setembro desse ano, muitas coisas começaram a acontecer e que serão expostas. Ela também reitera que eles tiveram um relacionamento. "Referente a isso de que eu não tinha nada com ele, de que ele é gay, eu tive sim um relacionamento com ele. Só hoje estou me dando conta de que vivi um relacionamento abusivo que nem eu sei o que é que eu vivi, nem eu sei mais o que foi verdade. Quando você se dá conta que você viveu algo que não foi verdade", comentou.
Ela relata um histórico de viagens em que também ocorrriam agressões:
"A gente fez uma viagem para a Europa. Eu viajei a trabalho, porque trabalho fora, e ele foi comigo: era para ele ficar 15 dias, acabou estendendo e ele ficou acho que 40 a 45 dias. Essa viagem foi custeada toda por mim, desde passagens, desde tudo foi comigo. E nessa viagem , que eu achei que seria uma viagem de lua de mel, onde a gente ir curtir, ficar mais próximo, foi uma viagem onde eu era agredida praticamente todos os dias. Pessoas que queriam chamar a polícia para ela lá fora e eu não deixei. Eu tenho todas as fotos, todos os vídeos; às vezes até a gente brigando, eu colocava o celular escondido, sem ele ver, entre as pernas, entre os braços, eu filmava tudo e ele nem sabe talvez da existência dessas provas de que eu gravei. Já está tudo na mão da polícia, com os meus advogados, então vamos esperar eles apurarem os fatos e ver o que vai dizer, se essa pessoa vai continuar mentindo, me colocando como mentirosa, como pessoa numa gaveta que não sou, e ainda expondo meu filho como meliante, sendo que a verdade toda vai aparecer".
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