Polícia

“Não admitimos qualquer tipo de atentado”, diz chefe da SSP-BA sobre sequestro de sargento no Nordeste de Amaralina

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Marcelo Werner destaca a importância de ações firmes contra facções e a proteção dos agentes de segurança  |   Bnews - Divulgação Deivid Santana / BNEWS
Adelia Felix

por Adelia Felix

adeliafelix@bnews.com.br

Publicado em 10/04/2026, às 09h19 - Atualizado às 09h40



O secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, afirmou que o Estado “não admitirá qualquer tipo de atentado” após o sequestro de um sargento da reserva no Nordeste de Amaralina, em Salvador, episódio que expôs a atuação de facções na região e mobilizou reforço policial.

A declaração firme do chefe da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) foi dada em entrevista ao apresentador Zé Eduardo, durante o programa Giro Baiana, transmitido pela BNews TV e pela Baiana FM, nesta sexta-feira (10).

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“Atuação firme contra facção”
Ao comentar o cenário de segurança na região, Werner reconheceu a presença do crime organizado, mas ressaltou o enfrentamento por parte das forças policiais.

“Ali tem uma atuação firme de uma facção e a gente, do outro lado, também fazendo uma atuação firme contra a facção”, disse.

O secretário destacou ainda que o bairro, apesar dos desafios, tem relevância social e cultural para a cidade. “Ali é um bairro de riqueza cultural, social, enfim, berço de diversos importantes projetos.”

O que se sabe sobre o sequestro
O caso ocorreu na noite de quarta-feira (8), por volta das 18h, na região do Vale das Pedrinhas, no Nordeste de Amaralina. O sargento da reserva, que é morador da área, foi interceptado por homens armados enquanto seguia para visitar familiares.

Segundo informações iniciais, o policial teve o celular, o carro e outros pertences revistados e permaneceu sob o domínio dos criminosos por algumas horas. Ele foi liberado em seguida e não sofreu ferimentos.

A Polícia Militar da Bahia informou que, após o acionamento, equipes foram mobilizadas e reforçaram o policiamento na região, com realização de diligências e coleta de informações para esclarecer o caso.

“Não admitiremos atentados”
Sem citar diretamente o caso durante a resposta, Werner endureceu o tom ao falar sobre ataques contra agentes de segurança e a atuação das facções.

“Nós não admitimos e não admitiremos qualquer tipo de atentado contra o Estado, de atentado contra os nossos maiores patrimônios, que são os policiais.”

Ele também reforçou que as operações seguem com foco não apenas na ponta do crime, mas nas estruturas que sustentam as organizações criminosas.

“A gente não está ficando somente na primeira camada, na execução. A gente está também passando para o segundo ou terceiro nível, que é realmente quem está fomentando.”

Operações e cerco financeiro
O secretário afirmou que as ações na região são contínuas e envolvem estratégias de inteligência para atingir lideranças e bloquear recursos das facções.

“Continuaremos sim com operações que visam bloquear valores que são gerados a partir dali.”

Werner ainda citou operações recentes que resultaram na prisão de suspeitos envolvidos em furtos e receptação de produtos, como medicamentos de alto custo.

Presença constante
O titular da Segurança Pública ressaltou também que a atuação no Nordeste de Amaralina não é pontual, mas permanente. “São trabalhos ali contínuos que temos realizado. Temos buscado estar cada vez mais próximo da população.”

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