Polícia

NÃO VAI SAIR! Fundador da Katiara é mantido preso após suspeita de ordenar sequestro e tortura de adolescente na Bahia

Divulgação / SSP-BA
Adilson Souza Lima, conhecido como “Roceirinho”, é investigado por ordem para tortura de jovem em Salvador  |   Bnews - Divulgação Divulgação / SSP-BA
Tiago Di Araújo

por Tiago Di Araújo

tiago@bnews.com.br

Publicado em 08/08/2026, às 13h25



Adilson Souza Lima, conhecido como “Roceirinho” e apontado pelas autoridades como fundador e uma das principais lideranças da facção Katiara, teve a prisão mantida após a Justiça expedir um novo mandado contra ele. A ordem foi cumprida na sexta-feira (7), no Conjunto Penal de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador.

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Segundo a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Roceirinho é investigado por crimes como tráfico de drogas e armas, homicídios, sequestros, lavagem de dinheiro e corrupção de menores. As apurações também relacionam o grupo a assassinatos praticados com extrema violência, incluindo casos de decapitação, além de ataques contra instituições financeiras.

O novo mandado foi obtido pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), por meio da Delegacia Especializada Antissequestro (DAS). A investigação que levou à nova ordem judicial envolve um sequestro ocorrido em abril deste ano, no bairro de Valéria, em Salvador.

Adolescente teria sido torturado durante sequestro

De acordo com a investigação policial, Roceirinho teria determinado o sequestro de um adolescente. O jovem foi levado pelos criminosos e, ainda segundo as autoridades, sofreu sessões de tortura durante o período em que permaneceu sob poder do grupo.

A polícia afirma que a vítima teve um dos braços quebrado e chegou a ser ameaçada de morte. O adolescente, porém, conseguiu escapar antes que o crime terminasse em execução.

Facção atua no Recôncavo Baiano

A Katiara foi fundada em 2013 e, conforme informações da SSP-BA, passou a ampliar sua presença principalmente em cidades do Recôncavo Baiano, como Nazaré e Cachoeira. O grupo é investigado por envolvimento em diferentes tipos de crimes violentos e atividades ligadas ao tráfico de drogas e armas.

Com a nova ordem, Roceirinho permanece custodiado no sistema prisional. As investigações continuam para esclarecer o grau de participação dele no sequestro do adolescente e identificar outros integrantes que possam estar envolvidos no crime.

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