Polícia
por Cibele Gentil e Bernardo Rego
Publicado em 05/08/2026, às 14h32
Uma operação, deflagrada conjuntamente pelas Polícias Militar, Civil e Técnica, cumpriu 14 mandados de prisão contra criminosos baianos ligados a uma facção carioca. A Operação Ágio realizou, na manhã desta quarta-feira (5), capturas que ocorreram nos estados da Bahia, Rio de Janeiro e Pernambuco.
Além das prisões, as diligências também resultaram na apreensão de eletrônicos e valores em espécie. Cerca de 200 contas bancárias foram bloqueadas. A medida autorizada pela Justiça tem como objetivo asfixiar a lavagem de dinheiro promovida pelos grupos criminosos.
Equipes das Forças Estaduais da Segurança Pública da Bahia seguem reforçando o patrulhamento nos bairros de Cosme de Farias, Nordeste de Amaralina e Tancredo Neves. As autoridades acreditam que outros integrantes da organização criminosa também possam ser localizados e capturados.
Mulheres administravam as finanças da organização
Durante entrevista coletiva realizada no fim da, a Secretaria da Segurança Pública e as corporações apresentam o balanço da Operação Ágio. De acordo com o diretor do Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), delegado Ernandes Júnior, a operação cumpriu mandados de prisão preventiva.
O delegado informou que a ação “passou pelo crivo do Ministério Público e pelo crivo do Tribunal de Justiça, e obtivemos a decisão sobre essas prisões, buscas e bloqueios de valores dessa organização criminosa”. Ernandes Júnior detalhou que os agentes efetuaram as prisões de seis mulheres e oito homens. “Essas mulheres participavam principalmente da parte de gerenciar os valores e as contas utilizadas pela organização criminosa”, relatou.
Segundo o diretor do Denarc, muitos faccionados estão fugindo da Bahia para se esconder nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. “Eles não se sentem confortáveis em ficar na Bahia, justamente porque a polícia é muito forte e vai ao encontro deles”, afirmou. O delegado informou também que um novo mandado de prisão foi expedido para o gerente do tráfico do bairro de Cosme de Farias. O criminoso, conhecido como 'Zóio de Gato', já se encontrava preso.
Ação integrada sem disparos de armas de fogo
De acordo com Paulo Maltez, chefe de gabinete do Departamento de Polícia Técnica (DPT), os agentes da polícia científica atuaram durante as diligências, realizando o trabalho ‘in loco’ para a produção das provas materiais do caso. “As equipes multidisciplinares foram compostas por peritos criminais, peritos médicos legistas e peritos técnicos, atuando na realização de exames de lesões corporais, constatação de drogas e identificação”, detalhou.
De acordo com o tenente-coronel Hildegard Dantas Moura, comandante do Batalhão do Policiamento Tático da Região Atlântico da Polícia Militar da Bahia (PM-BA), a operação foi realizada na manhã desta quarta-feira sem que houvesse nenhum disparo de arma de fogo. Ele informou que cerca de 500 policiais das três corporações participaram da Operação Ágio. “Dos 14 alvos alcançados, 12 foram aqui na Bahia, um em Petrolina (Pernambuco) e um no estado do Rio de Janeiro”, detalhou o tenente-coronel.
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