Polícia

Operação desarticula grupo que faturava R$ 500 mil por semana com venda de drogas para clientes de alto padrão na Bahia

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Segundo a polícia, grupo usava redes sociais para vender drogas a clientes de alto poder aquisitivo em todo o Brasil  |   Bnews - Divulgação Ascom-PCBA
Redação BNews

por Redação BNews

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Publicado em 22/05/2026, às 10h47



Um grupo criminoso suspeito de movimentar cerca de R$ 500 mil por semana com o tráfico de drogas voltado para clientes de alto poder aquisitivo foi alvo da Operação Naufragium, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia nesta sexta-feira (22). Ao todo, 13 pessoas foram presas e 25 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. 

Segundo as investigações, o grupo atuava de forma estruturada na comercialização de drogas sintéticas e entorpecentes de alto valor agregado, utilizando redes sociais e aplicativos de mensagens para fazer as negociações. Os clientes eram, principalmente, consumidores de classe média e alta, além de integrantes de organizações criminosas que adquiriam as drogas para uso pessoal.

Das 13 prisões, 11 ocorreram em Salvador. Uma blogueira investigada por envolvimento com o esquema foi presa em São Borja, no Rio Grande do Sul, enquanto outro suspeito foi localizado em Nossa Senhora do Socorro, no estado de Sergipe. Cinco dos detidos também foram autuados em flagrante por tráfico de drogas, após serem encontrados com entorpecentes e materiais ligados à comercialização ilícita.

Entre os principais alvos da operação está uma mulher presa no bairro Vila Canária, em Salvador, apontada pela Polícia Civil como atual líder da organização criminosa. Segundo as investigações, ela assumiu o comando do grupo após a prisão do companheiro, identificado como antigo líder da quadrilha, detido em 2025.

Já no bairro do Cabula, também na capital baiana, um casal foi preso suspeito de utilizar um apartamento como central logística para armazenamento, preparo e distribuição de drogas sintéticas e maconha do tipo "Wolf".

No imóvel, os policiais localizaram grande quantidade de entorpecentes, embalagens personalizadas, drogas acondicionadas a vácuo, selos identificadores, adesivos com marcas, tabelas de preços, brindes de colecionador, além de caixas prontas para envio por transportadoras e agências dos Correios.

As investigações apontam que o casal realizava entregas para diferentes estados do país e mantinha uma rede de clientes de alto poder aquisitivo. Durante as buscas, também foram encontrados cadernos com nomes de compradores, detalhes de pedidos, quantidades comercializadas e endereços de entrega.

A Justiça autorizou o bloqueio de bens de até R$ 15 milhões vinculados aos investigados. Durante a operação, foram apreendidas drogas, aparelhos celulares, veículos e dispositivos eletrônicos que serão submetidos à análise pericial e poderão contribuir para o aprofundamento das investigações.

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