Polícia
Integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) são alvos da Operação Janus, deflagrada na manhã desta terça-feira (21), pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) que busca cumprir 18 mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão.
A ação apura a atuação de operadores financeiros que atuaram em favor do PCC, além da participação dos investigados em reuniões destinadas à resolução de conflitos patrimoniais submetidos a integrantes da organização criminosa, em episódios identificados pelos investigadores como 'tribunais do crime'.
De acordo com o MPSP, o objetivo da operação é aprofundar a apuração sobre indivíduos suspeitos de movimentar recursos financeiros, realizar operações de conversão de dinheiro em espécie em transferências bancárias e atuar na ocultação, circulação e disponibilização de valores atribuídos à organização criminosa.
"Segundo os elementos reunidos na investigação, os investigados teriam realizado operações envolvendo entrega de numerário em espécie, transferências bancárias, utilização de empresas e contas de terceiros e movimentação de recursos em benefício de integrantes e colaboradores da facção", disse o órgão.
Bloqueio de R$ 10 milhões
A Justiça também autorizou medidas cautelares patrimoniais que, segundo o Ministério Público, incluem o bloqueio de contas bancárias e aplicações financeiras, a indisponibilidade de imóveis e veículos e o sequestro de bens atribuídos aos investigados.
"As decisões judiciais também determinaram o bloqueio de ativos financeiros de pessoas físicas investigadas até o limite de R$ 10 milhões por investigado, bem como medidas de constrição sobre pessoas jurídicas apontadas pela investigação como integrantes da estrutura financeira apurada", explicou o MP.
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