Polícia

Marcelo Werner detalha investigação contra influencers por lavagem de dinheiro através de rifas ilegais

Operação Falsas Promessas é detalhada pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia - Alex Torres/Bnews
Operação Falsas Promessas ocorreu em quatro estados da federação, além da Bahia, Espírito Santo, Ceará e Goiás  |   Bnews - Divulgação Operação Falsas Promessas é detalhada pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia - Alex Torres/Bnews
Bruna Ferraz

por Bruna Ferraz

Publicado em 05/09/2024, às 14h50



A Polícia Civil (PC), por meio do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO), realizou, no final da manhã desta quinta-feira (5), uma coletiva de imprensa para tratar da Operação Falsas Promessas, que visa combater uma organização criminosa investigada por lavagem de dinheiro do tráfico de drogas, através de rifas ilegais. O encontro foi realizado no Complexo de Departamentos da Policia Civil, na Avenida Dorival Caymmi, bairro de Itapuã.

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Presente na coletiva, o secretário de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Marcelo Werner, exaltou o trabalho da PC no cumprimento desta operação e de outras que foram deflagradas nas últimas 24h. Sobre a Falsas Promessas, o titular da pasta destacou que a ação ocorreu em quatro estados da federação - além da Bahia, São Paulo, Espírito Santo, Ceará e Goiás. Na Bahia, foram cumpridas mais de 50 medidas cartelares despedidas pela vara de crime organizado do Estado, como quebra do sigilo bancário e telefônico.

De acordo com o secretário, esse tipo de ação fortalece os eixos que ele acredita serem essenciais para a segurança pública, fortalecendo também a polícia, sobretudo a judiciária. Além de destacar outras atividades realizadas pela PC nas últimas 24h, Werner detalhou os resultados obtidos especidicamente na Operação Falsas Promessas, apontando também artefatos apreendidos.

"Aqui está uma breve demonstração de alguns dos bens que foram apreendidos ao longo de hoje pela equipe de munição judiciária, mas existem contas bancárias que foram apreendidas, diversos veículos de alto luxo, não só apreendidos aqui na capital, mas nas cidades do interior do estado onde a operação também foi desencadiada e inclusive nos outros estados da federação, bens desses que posteriormente serão trazidos para a sede da Polícia Civil da Bahia".


Ao falar sobre a necessidade de descapitalizar as organizações criminosas como estratégia de obtenção de bons resultados para a segurança pública, o secretário anunciou sempre ter adotado essa visão em sua atuação no combate aviolência.

"Eu sempre falei isso desde o início da minha chegada da segurança pública, que um fortalecimento necessário tem que ser feito na descapitalização das organizações criminosas. E nada melhor do que uma operação como essa para demonstrar a importância, exatamente, dessa ação. Não só essa mas outras ações de combate à organização criminosa e também de localização de lideranças. São 74 lideranças, diversas dessas alcançadas em outros estados da Federação também, com trabalhos de investigação".


A Delegada Geral da PC da Bahia, Heloísa Brito, também esteve presente na coletiva, agradeceu aos esforços realizados pelo secretário Marcelo Werner para a Polícia Judicial, incluindo a disponibilidade de recursos. Segundo a gestora, a operação demandou mais de um ano de investigação e teve início na delegacia de combate à corrupção e lavagem de dinheiro.

"A partir daí foi detectado que os indivíduos estavam utilizando, através do esquema de jogos, a lavagem de dinheiro para o tráfico de drogas, inclusive adquirindo vários bens de valor. Foram apreendidos vários veículos em São Joaquim, Juazeiro e também em Santo Antônio de Jesus, além disso, as prisões foram feitas aqui em outros estados mostrando uma capilaridade".


"O que hoje nós estamos observado é que estão utilizando esses jogos eletrônicos e a influência de determinadas pessoas para fazer a venda, se contrapondo aquilo que se fazia na década de 80 ao Jogo do Bicho, então a gente está verificando esse mecanismo da lavagem de dinheiro utilizando através dos jogos [...]. O indivíduo diz que recebeu o dinheiro, que ele foi sorteado, e, a partir daí, ele fica com esse dinheiro para adquirir bens e justificar e legalizar. Então esse é um trabalho realmente minudente, eu quero parabenizar a toda a massa e toda a equipe, não é simples. Só para você ter uma ideia, mais de 50 CPFs [envolvidos]", disse a Delegada Geral.

Heloísa Brito também agradeceu pela confiança do Ministério Público da Bahia para a realização das investigações. No total, a delegada destacou que foram 36 mandados de busca e apreensão e 26 mandados de prisão para o desmonte da quadrinha.

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