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Operação Overclean: PF aponta falsificação de documentos, subornos e adulteração de valores e material de baixa qualidade em obras da Allpha

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Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 14/12/2024, às 15h15



A Operação Overclean, que investiga crimes de superfaturamento em contratos entre o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) e envolve diversas prefeituras na Bahia e em outros estados, identificou diversas irregularidades nas licitações que envolveram empresas participantes, com foco principal na Allpha Pavimentações e Serviços de Construções Ltda.

Segundo inquérito da Polícia Federal (PF), um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) aponta que as ações fraudulentas foram realizadas por empresários responsáveis pelos desvios, que seriam os cabeças do esquema.

O BNEWS revelou nesta semana que o aprofundamento das investigações revelou que a organização criminosa era liderada pelos irmãos e empresários Alex Rezende Parente e Fábio Rezende Parente, pelo empresário conhecido como "Rei do Lixo", José Marcos de Moura, e pelo ex-Coordenador Estadual do DNOCS na Bahia, Lucas Maciel Lobão Vieira.

Entre as fraudes, destaca-se a adulteração nas descrições dos serviços de pavimentação e construção de vias em municípios da Bahia. O relatório aponta inconsistências nos cálculos de ruas e nas medições dos boletins de medição, resultando em superfaturamento em serviços como transporte, pavimentação, meios-fios e sarjetas. Inspeções de campo e medições aéreas confirmaram essas irregularidades.

Um dos crimes ocorreu na cidade de Jequié, onde a área de base e sub-base paga foi 16,7% superior à área efetivamente executada. A CGU também identificou o uso de materiais de baixa qualidade em meios-fios, que apresentavam desgaste, rachaduras e esfarelamento, além de problemas na pavimentação, como trincas e degradação precoce.

Além disso, a Allpha apresentou relatórios falsificados para justificar a execução de serviços em locais que não correspondiam à realidade. A CGU concluiu que as imagens e relatórios fotográficos apresentados eram fraudulentos, visando esconder as falhas na execução das obras e na entrega dos serviços.

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