Polícia

Turismo de luxo e fuzis: Violência cresce em paraíso do litoral baiano

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Casos de violência mostram a expansão do crime organizado para locais turísticos  |   Bnews - Divulgação Ilustrativa | PCBA
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 16/03/2026, às 11h35 - Atualizado às 11h54



A presença das organizações criminosas que têm se expandido para todos os estados do Brasil chegou a um dos principais destinos turísticos da Bahia: Caraíva, distrito pertencente ao município de Porto Seguro, no litoral baiano. 

O crescimento dos casos violentos que começou -  principalmente -, no ano passado, trazem à tona a realidade de que, até mesmo os locais que era tidos e conhecidos como espaços para refúgio, descanso e sossego, também passaram a se tornar refúgios e palco para a  criminalidade.

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Em novembro de 2025,  por exemplo, uma ação integrada das forças de segurança estaduais e federais contra o crime organizado, em Caraíva, terminou com a apreensão de fuzis, pistolas, uma submetralhadora e uma granada, após confronto com traficantes, em Caraíva. No embate, cinco integrantes de uma facção ficaram feridos.  Também em novembro, um homem identificado como Bruno Santos Souza, de 34 anos, foi morto a tiros por dois homens encapuzados no distrito de Caraíva. Na época, a Polícia Civil informou que a vítima foi morta enquanto jogava dominó na casa de familiares numa zona rural. 

Por falar em refúgio, foi em Caraíva que um traficante do Comando Vermelho (CV), identificado como Gabriel Lima da Silva, conhecido pelo vulgo de Cobrinha, acabou localizado após participar de um crime bárbaro na cidade de Eunápolis. Ele foi um dos criminosos que matou e decapitou uma mulher que ficou conhecida como 'traidora do BDM'. Além de Cobrinha, outros quatro criminosos morreram em confronto com a polícia na  mesma localidade durante a operação Vértice Zero. 

Os casos violentos na localidade passaram a se tornar mais comuns após outras organizações criminosas, a exemplo do Comando Vermelho, tentarem expandir suas atuações para a região que, por muito tempo, era dominada apenas pela facção Anjos da Morte (ADM), criada a partir de uma suposta reestruturação do Bonde do Maluco (BDM). 

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