Polícia

PCC lança ordem de morte para ex-PM acusado de atirar em Marielle

Ilustrativa/Arquivo/Agência Brasil
O ex-PM, Ronnie Lessa, revelou detalhes do planejamento para execução de Marielle Franco  |   Bnews - Divulgação Ilustrativa/Arquivo/Agência Brasil

Publicado em 21/06/2024, às 06h28   Pedro Moraes



Desde que concordou em fazer a delação premiada sobre a morte de Marielle Franco, o ex-policial Ronnie Lessa virou carta marcada do Primeiro Comando da Capital (PCC). Transferido para a Penitenciária 1 de Tremembé, no interior de São Paulo, o miliciano já teve uma ordem de execução decretada por parte da facção criminosa.

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Ele, que é réu confesso do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), foi transferido, mas deve ser monitorado pro áudio e vídeo, conforme decretado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)

O Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (Sifuspesp) recebeu a informação do “salve” da organização criminosa, por meio de um e-mail. A ordem, segundo a mensagem, “é virar a cadeia”.


Intervenção

O Sifuspesp recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) e encaminhou a denúncia ao ministro Alexandre de Moraes, segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles. 

A entidade ainda acionou a desembargadora Ivana David, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), o promotor Lincoln Gakiya, do Ministério Público de São Paulo (MPSP), e o secretário Marcelo Streinfinger, da Administração Penitenciária (SAP) paulista.

O PCC também reforçou que comanda a P1 de Tremembé, onde Lessa foi custeado na tarde desta quinta-feira (20), e ficará isolado em uma cela de 9 m². O denunciante enfatizou que os integrantes do grupo enxerga o ex-PM como “inimigo jurado” por ser ex-policial militar e ter ligação com milícias.

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