Polícia

Pedreiros são mortos após terem ferramentas confundidas com armas pela polícia; protesto de moradores fecha pista

Reprodução / TV Globo
Dois pedreiros foram mortos a tiros pela Polícia Militar em São Gonçalo e geraeam protestos e fechamento de vias na região  |   Bnews - Divulgação Reprodução / TV Globo
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 27/05/2026, às 15h47



Dois pedreiros foram mortos a tiros durante uma ação da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PM-RJ) na manhã desta quarta-feira (27), no bairro de Jardim Catarina, em São Gonçalo. As vítimas foram identificadas como Marcelo da Cruz Silva, de 41 anos, e Edivan Felipe de Assis, de 46.

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Segundo testemunhas, os dois saíam para trabalhar quando foram atingidos. Moradores afirmam que eles carregavam ferramentas de construção e marmitas no momento da abordagem. A suspeita inicial é de que os objetos tenham sido confundidos pelos policiais com armamentos.

O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, que realizou perícia no local ainda durante a manhã.

A morte dos trabalhadores provocou protestos na região. Moradores fecharam trechos da BR-101 e da RJ-104, principais vias do entorno do Jardim Catarina. Pneus foram atravessados e incendiados na pista por volta das 9h20, provocando congestionamento e interrupção do tráfego.

A Polícia Rodoviária Federal informou que o trânsito chegou a ser totalmente liberado no fim da manhã, mas um novo protesto foi registrado no início da tarde. Durante a manifestação, houve tumulto e agentes utilizaram balas de borracha para dispersar o grupo.

O policiamento na região foi reforçado com equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais, do 7º Batalhão da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal. Uma faixa da RJ-104 também chegou a ser ocupada por moradores durante os atos.

De acordo com a Federação das Empresas de Mobilidade do Estado do Rio de Janeiro, pelo menos três ônibus foram usados como barricadas ao longo dos protestos. A situação também afetou o transporte público: três linhas intermunicipais tiveram itinerários alterados, enquanto outras nove linhas municipais deixaram de circular temporariamente por determinação da Polícia Militar.

No início da tarde, a circulação dos coletivos começou a ser retomada gradualmente. Em nota, a Semove informou que as empresas operam com cautela e seguem monitorando as condições de segurança nas vias da região.

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