Polícia
Sem o nome na lista de mortos da megaoperação policial do Rio de Janeiro, a jovem que ficou conhecida como Japinha do CV se tornou um dos assuntos mais comentados nas redes sociais. Apontada como linha de frente da facção criminosa, ela chegou a ser "anunciada" como morta e fotos passaram a viralizar na web com o apelido também de Penélope.
No entanto, tudo pode ter sido um grande engano. Isso porque uma nova versão envolvendo a suposta criminosa surgiu após informações recebidas e divulgadas pela advogada Lais Albuquerque. Em uma publicação em seu perfil no Instagram, ela afirma que Japinha do CV e Penélope não são a mesma pessoa.

Conforme a postagem, a maioria das fotos que circulam nas redes sociais são de uma jovem chamada Maria Eduarda, que nunca teria tido envolvimento com o tráfico de drogas e apenas posava com armas de amigos traficantes nas redes sociais.
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"Foi isso que gerou toda a confusão, quando seu nome viralizou, por meio das 2 da manhã, Maria Eduarda arquivou todas suas postagens que a incriminava deixando somente fotos escuras", diz uma mensagem recebida pela advogada.
"Essa é Maria Eduarda, moça confundida com Japinha. Maria Eduarda ( penélope) não tem passagem pela polícia, não tinha mandato de prisão no momento da operação, e nunca fez parte da linha de frente do CV. Maria Eduarda antes de viralizar por engano tinha 2 perfil oficial no Instagram um @penelope_ph77 e @maria.saitx em um ela postava fotos pessoal como em eventos, praia família etc.. no outro ela postava fotos de dança, segurando fuzil dos seus amigos traficantes e fumando", completa.

Na mesma publicação também foi compartilhada uma foto da jovem que seria a verdadeira "Japinha do CV". "Essa é a verdadeira Japinha do CV no qual a Record Balanço Geral pegou as informações e usou para falar de Penélope (Maria Eduarda). Não tem muitas informações recente de Japinha e nem que ela tem vínculo com o Complexo da Penha no qual ocorreu boa parte da operação policial. Há relatos que ela tinha saído do crime e estava casada e com filhos, mas é apenas especulação, nada 100% verídico".

Corpo atribuído a Japinha do CV é de traficante baiano
Uma das imagens mais chocantes da megaoperação policial do Rio de Janeiro, no último dia 28, foi de um corpo com rosto esfacelado. Denominada de 'Contenção', a operação das forças de segurança contra o Comando Vermelho, realizada nos complexos do Alemão e da Penha, terminou com 121 mortos, sendo 117 suspeitos e quatro policiais.
A foto viral foi atribuída a Japinha do CV, que a partir daí teve sua atuação no crime organizado exposta. Porém, a lista divulgada com os nomes dos suspeitos mortos na operação levantou rumores de que a faccionada não tinha sido alcançada. Isso porque, dos 115 identificados, todos são homens, inclusive o corpo que teve a foto amplamente divulgada, tem características masculinas.
A colunista Mirelle Pinheiro, do portal Metrópoles, revelou a identidade verdadeira do suspeito. De acordo com a publicação, o corpo é de Ricardo Aquino dos Santos, um dos suspeitos de tráfico de drogas da Bahia que estava abrigado pelo Comando Vermelho no Rio de Janeiro.

Vídeo de mulher em fuga é atribuído a Japinha do CV
Depois da lista com os nomes de 115 mortos na operação ser divulgada, onde constam apenas descrição de homens, o vídeo de um corpo com o rosto esfacelado, que seria de Japinha, foi atribuído a um homem. Em meio a tudo isso, diversos perfis nas redes sociais foram associados à jovem, indicando que ela estaria viva, e somam quase 1 milhão de seguidores.
Agora, um novo elemento pode comprovar que Japinha não foi alcançada pelas forças de segurança durante a operação. Em um vídeo que mostra a fuga de traficantes para Serra da Misericórdia, região de mata que divide os complexos do Alemão e da Penha - e onde teve a maior parte dos confrontos -, uma mulher aparece portando um fuzil.
As imagens viralizaram nas redes sociais e a web apontou que seria Japinha do CV. É possível ver o momento em que a mulher armada sobe uma escadaria, juntamente com um grupo de homens, em fuga para deixar a comunidade após a chegada dos policiais.
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