Polícia
O profissional de educação física Douglas Lenon Gonçalves Martins, de 39 anos, faleceu na manhã desta quarta-feira após passar quinze dias internado na Santa Casa de Campo Grande. Vítima de uma emboscada em sua própria casa, Douglas foi esfaqueado e submetido a aplicações compulsórias de insulina.
De acordo com os registros policiais, um grupo invadiu o imóvel da vítima, iniciando uma série brutal de agressões físicas. Durante a ação, os suspeitos teriam injetado múltiplas dosagens de insulina no corpo de Douglas. Socorrido pelo Corpo de Bombeiros Militar, o personal trainer chegou ao hospital apresentando uma perfuração profunda na região abdominal direita.
A Polícia Civil, que inicialmente tratava a ocorrência como lesão corporal grave devido às circunstâncias do ataque, deve agora reclassificar o inquérito para homicídio. Até o fechamento desta matéria, a identidade dos autores da agressão permanece desconhecida, e as investigações seguem em andamento para localizar os responsáveis pelo crime.

Esta não foi a primeira vez que Douglas se viu envolvido em episódios de extrema violência. No ano de 2021, ele foi atingido por um disparo de arma de fogo no rosto, efetuado pelo policial rodoviário federal Tony Emerson Moretto. O incidente ocorreu em um motel de Campo Grande, onde o agente encontrou sua ex-companheira com o personal trainer.
Naquela ocasião, o desfecho foi igualmente trágico: dois dias após balear Douglas, Tony Moretto foi localizado sem vida em uma região de mata próxima à rodovia MS-040. Em 2023, o inquérito conduzido pela 4ª Delegacia de Polícia Civil encerrou o caso concluindo que o policial cometeu suicídio logo após o atentado no motel.
Anos após sobreviver ao ataque, Douglas acaba perdendo a vida em decorrência de um novo cenário de brutalidade e violência extrema. Ele havia dado entrada na unidade hospitalar às 12h18 de 26 de maio, vindo a óbito às 7h20 de 10 de junho.
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