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Petrobras inicia negociações para recomprar refinaria na Bahia privatizada por Bolsonaro

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Após venda de U$ 1,65 bilhão, Petrobras busca recomprar refinaria de Mataripe, antiga Landulpho Alves, em meio a novas negociações  |   Bnews - Divulgação Acelen
Thiago Teixeira

por Thiago Teixeira

thiago.teixeira@bnews.com.br

Publicado em 14/04/2026, às 14h35



A refinaria de Mataripe, antiga Landulpho Alves (RLAM), pode voltar a ser controlada pela Petrobras, após ser vendida por U$ 1,65 bilhão ao fundo Mubadala Capital, dos Emirados Árabes Unidos, em meio à pandemia de Covid-19, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A informação foi divulgada pela agência de notícias Reuters.

De acordo com a publicação, a Petrobras já teria iniciado as tratativas com o fundo soberano de Abu Dhabi. Mataripe fica localizada em São Francisco do Conde, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), e foi a primeira refinaria privatizada do Brasil e atualmente está sob a gestão da Acelen.

A negociação na Bahia "abriu a porteira" das privatizações no setor, já que, após ela, as refinarias Isaac Sabbá (antiga Reman), no Amazonas, e Clara Camarão (Antiga RPCC), no Rio Grande do Norte, também foram vendidas por Bolsonaro como parte do Projeto Phil — que previa a venda de oito das 13 unidades de refino da Petrobras.

Desde 2023, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumiu a presidência, o governo brasileiro tem afirmado interesse em "repatriar" a refinaria. Ainda segundo a Reuters, fontes ligadas à negociação indicaram que um acordo poderá ser assinado até o final deste ano.

A conclusão da venda da RLAM ocorreu ainda no período pandêmico, tendo sido aprovada em março de 2021 e concluída em novembro do mesmo ano. Na época, o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) alegou que a refinaria foi vendida pela metade do preço que valia.

A partir de cálculos estimados pelo instituto, eles avaliavam o valor da refinaria entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões. A estatal afirma que a negociação ocorreu "de acordo com os procedimentos de governança e conformidade da Petrobras, nos termos da sistemática desinvestimentos da companhia vigente à época".

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