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Petrobras admite interesse em retomar refinaria de Mataripe e reacende debate sobre privatizações

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Estatal diz à CVM que avalia recompra do ativo na Bahia, mas afirma que ainda não há decisão oficial.  |   Bnews - Divulgação Divulgação

Publicado em 25/03/2026, às 16h35   Lorena Alcantara



A Petrobras confirmou que estuda a possibilidade de voltar a controlar a Refinaria de Mataripe, na Bahia, unidade que foi vendida em 2021 durante o processo de desinvestimentos da estatal, período do governo Jair Bolsonaro (PL). A informação consta em um ofício enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na terça-feira (24).

O posicionamento foi uma resposta a questionamentos do órgão regulador após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que mencionou publicamente a intenção de reaquisição do ativo. A fala ocorreu na última semana, durante agenda oficial em Minas Gerais, ao lado da presidente da estatal, Magda Chambriard.

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No documento, a Petrobras afirma que monitora constantemente oportunidades de negócio e que a refinaria baiana está entre os ativos avaliados. A empresa, no entanto, ressaltou que não há, até o momento, qualquer decisão formal ou fato novo que exija divulgação ao mercado.

Também conhecida como Refinaria Landulfo Alves, a unidade está localizada em São Francisco do Conde, na Região Metropolitana de Salvador, e é considerada uma das mais estratégicas do país. Inaugurada em 1950, é a mais antiga em operação no Brasil e possui capacidade de refino de cerca de 300 mil barris de petróleo por dia, o que representa aproximadamente 14% da capacidade nacional.

A refinaria produz derivados essenciais como diesel, gasolina, querosene de aviação, asfalto e gás de cozinha. Atualmente, o ativo pertence ao fundo Mubadala Capital, que opera a unidade por meio da empresa Acelen.

A possível recompra ocorre em meio a discussões do governo federal sobre o controle de preços dos combustíveis, especialmente diante das oscilações do mercado internacional. Lula já indicou que a retomada de ativos estratégicos pode fazer parte da política energética do país, embora reconheça que o processo pode levar tempo.

Além da refinaria de Mataripe, outras privatizações realizadas no setor também são alvo de críticas do governo, como o caso da antiga BR Distribuidora, hoje controlada pela Vibra Energia.

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