Política
O diretor executivo de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Claudio Romeo Schlosser, descartou uma possível recompra da refinaria de petróleo Mataripe, localizada na região de São Francisco do Conde (BA), na região metropolitana de Salvador.
O diretor executivo de Logística Comercialização e Mercados da Petrobras, Claudio Romeo Schlosser, afirmou que a recompra da refinaria não está nos planos em vigência da empresa, definidos até 2029.
Questionado pela imprensa sobre o tema, Claudio Romeo Schlosser não descartou que possam haver alterações nos planejamentos da Petrobras, uma vez que as oportunidades se apresentem à empresa.
“É a nossa primeira refinaria de porte. A gente tem um carinho muito especial. O planejamento estratégico da Petrobras é feito de cinco em cinco anos. E o planejamento vigente que nós temos hoje é de 2025 a 2029. Então, ele vai ser reeditado. A cada ano nós realizamos as nossas estratégias e o nosso posicionamento com oportunidades que se apresentam para a companhia”, pontuou o diretor executivo.
“Esse é um tema que nós estamos atentos, polo a polo. Existe uma competição nas interfaces de cada refinaria porque os investimentos realizados no país no passado têm uma característica muito individual. Você tem mercados cativos, praticamente nas refinarias, e às vezes a competitividade [permite] que a gente consiga chegar até determinado ponto. [...] A Petrobras quer ser sempre a melhor alternativa da sociedade brasileira”, acrescentou.
A refinaria foi vendida em 2021, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL),para a Mubadala Investment Company, que opera por meio da empresa Acelen. De acordo com a Controladoria-Geral da União (CGU), a transação de US$ 1.65 bilhão foi realizada abaixo do preço de mercado pela Petrobras.
Durante a cúpula de chefes de Estados do Brics em julho deste ano no Rio de Janeiro, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que a privatização da refinaria “fez muito mal ao povo da Bahia e de Sergipe” devido ao aumento nos preços dos combustíveis nas regiões.
“A princípio, a visão que nós temos é de que a privatização da refinaria da Bahia, feita pelo governo anterior, fez muito mal ao povo da Bahia e de Sergipe. O combustível ali está mais caro que no resto do Brasil. O que quer dizer que a segurança de suprimentos muitas vezes é importante que seja feita por uma empresa nacional”, cravou Alexandre Silveira.
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