Polícia

PF investiga suspeitas de fraude nas Americanas e tem acionistas bilionários como alvos

Divulgação
Operação apura supostas irregularidades contábeis nas Americanas e pede bloqueio de R$ 54 bilhões em bens e ativos  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Redação BNews

por Redação BNews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 25/06/2026, às 07h45 - Atualizado às 08h51



A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (25), uma operação para investigar possíveis irregularidades relacionadas à crise financeira que atingiu a rede varejista Americanas. Os investigadores pedem o bloqueio de aproximadamente R$ 54 bilhões em bens e ativos.

Ao todo, são cumpridos nove mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Entre os alvos estão os bilionários Jorge Paulo Lemann e Carlos Alberto Sicupira, acionistas da companhia e de outras grandes empresas globais, como a Ambev e a Kraft Heinz.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

divulgacao

Entenda a investigação

A Americanas entrou com pedido de recuperação judicial após revelar inconsistências contábeis bilionárias, que resultaram em um rombo estimado em cerca de R$ 20 bilhões.

De acordo com a Polícia Federal, a investigação aponta que os chamados acionistas de referência tinham conhecimento de operações financeiras que estão no centro do esquema, como o risco sacado e as Verbas de Propaganda Cooperada (VPC).

Segundo os investigadores, essas operações teriam sido utilizadas de forma irregular na contabilidade da empresa. O VPC consiste em créditos concedidos por fornecedores a varejistas, que podem ser usados para abatimento de dívidas, enquanto o risco sacado é uma operação comum de antecipação de pagamento via bancos, mas que, de acordo com a PF, teria sido registrada de forma incorreta no balanço da companhia.

Em depoimentos colhidos ao longo da investigação, há indicações de que teriam sido feitos lançamentos contábeis sem lastro econômico, além da produção de documentos para justificar registros considerados irregulares perante auditorias externas.

A operação também apura a participação de instituições financeiras no esquema. O ex-diretor financeiro da Americanas, Fabio Abrate, firmou acordo de colaboração premiada e afirmou que bancos teriam tido papel relevante na dinâmica das operações, contribuindo para a ocultação de dívidas relacionadas ao risco sacado.

Segundo a colaboração, funcionários de instituições financeiras e executivos da própria companhia teriam atuado de forma coordenada para não evidenciar essas obrigações nos balanços divulgados ao mercado.

Os crimes investigados incluem manipulação de mercado e associação criminosa.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)