Polícia

PF mira grupo que movimentou R$ 450 milhões com exportação de cocaína em carga de alimentos congelados; veja imagens

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Dentre os integrantes do grupo estão funcionários de uma empresa de logística  |   Bnews - Divulgação Divulgação PF
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 20/03/2025, às 11h21 - Atualizado às 11h37



Um grupo criminoso suspeito de movimentar R$ 450 milhões com exportação de cocaína por meio de  alimentos congelados é alvo da Operação Iceberg que acontece nesta quinta-feira (20), em três estados do Brasil.

O bando usava a estrutura de empresas de logística para ocultar as drogas em cargas com itens congelados e que seriam exportadas a partir de portos de Santa Catarina. "As investigações tiveram início a partir da apreensão de três cargas de cocaína nos países africanos da Líbia, Libéria e Serra Leoa, em dezembro de 2022. Em comum, o entorpecente estava escondido em meio a cargas de frango congelado exportadas a partir do porto de Itapoá/SC, manipuladas por uma empresa de logística de alimentos situada em Santa Catarina", revelou a Polícia Federal (PF).

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Ainda segundo a PF, ao longo das investigações foi descoberto que um grupo de trabalhadores de empresa responsável pelo carregamento de contêineres, com acesso a informações sobre destino de cargas e dados de embarcações, aproveitava a logística para ocultar o entorpecente. "Esse grupo também cooptava funcionários de outras empresas de logística de alimentos congelados para viabilizar o tráfico a partir de outros portos, como o de Paranaguá, no Paraná", completou a PF. 

A movimentação bancária identificada, incluindo todos os grupos, entre 2022 e 2024, chegou a aproximadamente R$ 450 milhões.O núcleo financeiro do grupo realizava os pagamentos dos envolvidos nos serviços ilícitos por meio de empresas de fachada. A polícia destacou que a ação criminosa acontecia sem o conhecimento das empresas exportadoras e importadoras legítimas.

Dois representantes de uma empresa importadora da Líbia, sem saber que a carga estava contaminada, foram presos sob acusação de tráfico internacional, enfrentando o risco de prisão perpétua. Eles foram libertados após a Polícia Federal esclarecer os fatos à justiça líbia.

Além de 14 mandados de busca e apreensão e  de prisão, a Justiça também autorizou o sequestro de veículos, imóveis e o bloqueio e congelamento de contas bancárias vinculadas a dezessete pessoas físicas e jurídicas.

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