Política

PF nega que Vorcaro tenha falado em depoimento sobre dinheiro para filme de Lula

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Após reportagem, PF afirma que não recebeu documentos que comprovem as acusações sobre o suposto repasse de R$30 milhões de Vorcaro  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais
Cauan Borges

por Cauan Borges

borgesjornalismo2023@gmail.com

Publicado em 09/10/2026, às 14h44 - Atualizado às 14h50



A Polícia Federal (PF) negou nesta sexta-feira (9) que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro tenha mencionado, em depoimento, supostos repasses financeiros para a produção de um filme relacionado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A corporação também informou que não recebeu da defesa do empresário anexos, documentos ou informações com esse teor.

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A manifestação ocorreu após uma reportagem da revista Veja afirmar que Vorcaro teria acertado o repasse de R$30 milhões para um filme sobre Lula em troca de acesso a fundos de pensão de empresas estatais.

A campanha do presidente negou as acusações e classificou o suposto depoimento como algo “construído sobre acusações sem comprovação, com o evidente propósito de tumultuar o processo eleitoral”.

Em nota, a PF informou que recebeu uma notícia-crime com um “pedido de providências urgentes para apuração de fatos relacionados à publicação”. Segundo a corporação, a solicitação foi encaminhada à área técnica responsável pela “adoção das providências de polícia judiciária”.

Segundo a polícia, as propostas de colaboração premiada feitas pela defesa de Vorcaro "não foram aceitas devido ao não cumprimento dos requisitos legais". Duas propostas de delação do ex-banqueiro foram rejeitadas.

De acordo com a matéria da Veja, também divulgada nesta sexta-feira, o ex-dono do Banco Master afirmou ter tratado com o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, pagamentos em troca de acesso e acordos relacionados aos fundos de pensão de servidores federais.

O empresário teria cedido R$30 milhões em dinheiro ao Instituto Lula para a realização de um documentário sobre o ex-presidente. Vorcaro teria descrito a negociação em um documento anexo apresentado à PGR (Procuradoria-Geral da República).

Em comunicado, a PGR declarou que as negociações de colaboração premiada envolvendo Vorcaro foram intermediadas por advogados contratados pelo investigado e que "não houve interlocução direta" do ex-banqueiro com nenhum representante da PGR.

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