Polícia

PF promove ação em Salvador que detalha processo de cooperação internacional no combate ao crime organizado

Anderson Ramos / BNEWS
II Seminário Longa Manus: Cooperação Policial e Jurídica Internacional foi realizado em Salvador nesta quarta-feira (27)  |   Bnews - Divulgação Anderson Ramos / BNEWS
Anderson Ramos

por Anderson Ramos

Publicado em 27/11/2025, às 13h50



O crime organizado não respeita fronteiras e na busca de combater a atuação dessas organizações no exterior, a Polícia Federal (PF) vem aprimorando suas estratégias. Parte desse planejamento foi apresentado no II Seminário Longa Manus: Cooperação Policial e Jurídica Internacional, que aconteceu nesta quinta-feira (27), no auditório Desembargadora Olny Silva, localizado na sede do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA). 

Na ocasião, foram apresentadas ferramentas que a PF disponibiliza às autoridades, com o objetivo de capacitar os participantes para a adequada utilização dos instrumentos de cooperação jurídica internacional e o fortalecimento da integração entre instituições. 

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“A importância do evento é fazer com que todos que trabalham no sistema de persecução penal compreendam que hoje, ao investigar sozinho, às vezes você não consegue aprofundar a investigação num ponto suficiente para elucidar toda cadeia envolvida. Então, é natural que hoje o crime organizado atue, não só no Brasil, mas fora, e a cooperação internacional é algo importantíssimo para ser utilizado nesse aprofundamento”, destacou o delegado da PF André Furquim.

Para o também delegado da corporação, Luciano Flores, é urgente que as forças de segurança acompanhem o dinamismo e a sofisticação das organizações criminosas, e eventos como o Seminário ajudam a preparar os agentes de segurança para o desafio. 

“Hoje com mundo mais globalizado e também com as informações sendo guardadas em servidores em outros países, o uso de criptomoedas e o uso de de ativos muitas vezes não conhecidos ainda pelas autoridades brasileiras necessitam de informações de outros países. Por isso a cooperação internacional é uma medida cada vez mais necessária nas investigações, nos processos judiciais e até mesmo em processos administrativos que necessitam esclarecimentos e uma maior eficácia para a conclusão”, afirmou.  

“Na medida em que o crime organizado avança, às instituições responsáveis pela aplicação da lei, também devem se organizar cada vez mais e cooperar entre si. Para isso, a resposta imediata que a gente está dando é difundir conhecimentos, abrir sistemas, cooperar com a integração de sistemas, de bancos de dados e também do efetivo policial, seja na área técnica, pericial, inteligência. Todas essas áreas devem estar unidas e cooperando entre si para que a gente possa vencer essa batalha que não está sendo fácil, mas certamente, um estado tem sempre mais poder e condições de vencer o crime se estiver unido”, acrescentou. 

BUROCRACIA 

Um dos pontos destacados pelos palestrantes, é o entrave jurídico  e burocrático que pode acontecer por conta das naturais diferenças nas legislações dos países.

“O nosso propósito aqui também é desmistificar um pouco dessa burocracia. As pessoas têm muito receio de que se buscarem uma cooperação jurídica internacional, as suas investigações, suas ações penais terão um retardo aí no seu processo. Então, viemos para cá para dizer que existem ferramentas ágeis para que a gente possa alcançar uma diligência mais rápida lá fora”, frisou Furquim. 

O evento é fruto de parceria da Polícia Federal, com a Universidade Corporativa Ministro Hermes Lima do Tribunal de Justiça da Bahia (Unicorp-TJBA). O público-alvo do evento, que abrange representantes dos sistemas de justiça e de segurança pública, além de consulados.

Classificação Indicativa: Livre

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