Polícia
A Justiça do Rio de Janeiro condenou a 24 anos de prisão o policial militar Carlos Fernando Dias Chaves pela morte de um adolescente, de 17 anos, e tentativa de homicídio, de 24 anos, ocorridas em outubro de 2015, na Pavuna, Zona Norte do Rio.
Segundo o Ministério Público do RJ, PM, que era lotado 41º BPM (Irajá), atirou contra os jovens e alegou ter confundido com um fuzil o macaco hidráulico que Jorge carregava. "Thiago e Jorge seguiam para uma oficina mecânica quando passaram pela equipe da PM que patrulhava a região. Segundo a denúncia, Carlos Fernando desembarcou da viatura e efetuou o disparo que atingiu os dois. Jorge morreu em decorrência do ferimento. Thiago sobreviveu", detalhou o MPRJ.
Ainda de acordo com o órgão, os promotores de Justiça Bruno Bezerra e Mariáh Paixão, membros do Grupo de Atuação Especializada do Tribunal do Júri do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAEJURI/MPRJ), sustentaram em plenário que Carlos Fernando agiu de forma a impedir a defesa das vítimas, atingidas pelas costas com disparo de arma de grosso calibre. Após a condenação, Carlos Fernando deixou o plenário preso. A sentença também determinou a perda do cargo de policial militar.
“Uma vida foi interrompida e outra colocada em risco por uma ação que não deu às vítimas qualquer possibilidade de defesa. A resposta do Tribunal do Júri, mais de uma década depois do crime, reafirma que o uso da força por agentes do Estado deve estar submetido à lei e à responsabilização quando ultrapassa seus limites”, afirma a coordenadora do GAEJURI/MPRJ, promotora de Justiça Simone Sibílio.
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