Polícia
Publicado em 21/01/2025, às 16h25 - Atualizado às 17h42 Andrêzza Moura
O cabo da Polícia Militar, Josué Xavier Pereira, lotado na 19ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/ Paripe), suspeito de envolvimento nas mortes de Paulo Daniel Pereira Gentil do Nascimento, 24 anos, e Matusalém Silva Muniz, 25, funcionários de um ferro-velho, no bairro Pirajá, foi solto.
Maguila, como é mais conhecido, estava preso desde o dia 17 de dezembro de 2024 e foi posto em liberdade, após o término do prazo da prisão temporária, que era de 30 dias. Os jovens estão desaparecidos desde o dia 4 de novembro do mesmo ano.
"A renovação do pedido de prisão do policial militar conhecido como Maguila não foi acatada e o suspeito de envolvimento no desaparecimento dos jovens responde em liberdade", diz um trecho da nota emitida pela Polícia Civil, afirmando que o Tribunal de Justiça do Estado (TJ/ BA) não aceitou o pedido de manutenção da prisão do PM.
A reportagem tentou falar com a Polícia Militar e com o TJ, por meio de e-mails encaminhados às assessorias de comunicação das instituições, para obter mais informações sobre o caso, mas, até o fechamento dessa matéria, não teve retorno.
E o policial não é o único suspeito de envolvimento no crime solto. Wellington de Oliveira Barbosa, que à época do desaparecimento dos rapazes era o gerente do estabelecimento, também já está em liberdade. Cabecinha, como é chamado, foi detido no mesmo dia que Maguila, em Irecê, no centro-oeste do estado. No entanto, por questões de saúde, deixou a cadeia, no dia 19 de dezembro, dois dias depois da prisão, para cumprir pena domicilar.
"A prisão temporária do gerente do ferro-velho foi substituída por medida cautelar de uso de tornozeleira eletrônica, devido a sua condição de saúde. O monitoramento seguirá enquanto perdurar a enfermidade", afirmou a Polícia Civil.
O empresário Marcelo Bastista da Silva, dono do ferro-velho, é apontado pela polícia como sendo o mandante do duplo homicídio. A prisão preventiva dele foi decretada pela Justiça, em 9 de novembro. Mas, até hoje, ele não foi localizado e segue foragido.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, equipes da Coordenação de Operações, da Agência de Inteligência e Grupo de Capturas do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), estiveram na casa de Marcelo, em dezembro do ano passado, para cumprir um mandado de busca e apreensão.
"Durante as diligências, foi constatado que a residência, localizada no bairro Jauá, em Camaçari, havia sido ocupada recentemente. Documentos pessoais de Marcelo e sua companheira foram localizados no imóvel", finaliza o órgão, também em nota, afirmando que seguem com as diligências para a elucidar o caso.
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