Polícia

Polícia apreende equipamentos em casa de adolescente investigado por plano de atentado em show de Lady Gaga

Divulgação / SSP
Polícia Civil de SP cumpriu mandados em operação contra grupo que planejava ataques durante show de Lady Gaga  |   Bnews - Divulgação Divulgação / SSP
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 04/05/2025, às 16h19



A Polícia Civil de São Paulo cumpriu, no último sábado (3), mandados de busca e apreensão em apoio à operação nacional que investiga um grupo suspeito de planejar ataques durante o show da cantora Lady Gaga, em Copacabana, no Rio de Janeiro. A ação tem como foco indivíduos que disseminavam discursos de ódio e preparavam atentados contra o público, incluindo crianças, adolescentes e pessoas LGBTQIA+.

Clique aqui e se inscreva no canal do BNews no YouTube!

Em São Vicente, litoral paulista, agentes do Núcleo de Observação e Análise Digital encontraram um adolescente de 16 anos, que admitiu publicar mensagens de ódio nas redes sociais, mas negou envolvimento direto nas ameaças ao evento.

Na residência, foram apreendidos um computador, celular, HD externo, cartão de memória e videogame. O jovem foi ouvido na presença do pai e liberado. As informações são do jornal O Globo.

Outros mandados foram cumpridos nas cidades de Cotia e Vargem Grande Paulista, também no estado de São Paulo. Nesses locais, a polícia recolheu celulares, notebooks e outros dispositivos eletrônicos, que serão periciados.

A operação, batizada de Fake Monster, é uma ação conjunta entre as polícias civis de São Paulo e do Rio de Janeiro, além do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A ofensiva também teve desdobramentos no Rio Grande do Sul, Mato Grosso e no município de Macaé (RJ).

Segundo as investigações, o grupo utilizava redes sociais para recrutar jovens e elaborar planos de ataque com coquetéis molotov e explosivos caseiros. Um dos principais suspeitos foi preso no Rio Grande do Sul com uma arma de fogo.

No Rio de Janeiro, um adolescente foi apreendido por armazenar pornografia infantil, e em Macaé, outro investigado que fazia ameaças de morte a uma criança também foi alvo de busca.

A Polícia afirma que os investigados promoviam crimes como incitação à violência, pedofilia, automutilação e terrorismo, e tratavam o atentado como um “desafio coletivo”. Um relatório técnico com os dados do grupo foi elaborado pelo Ciberlab da Diretoria de Operações Integradas e Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)