Polícia
por Analu Teixeira
Publicado em 03/02/2026, às 20h22
A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu o inquérito que apura a morte do cão comunitário Orelha e a tentativa de afogamento do cachorro Caramelo, crimes que chocaram moradores da Praia Brava, em Florianópolis. A informação foi confirmada pelo governo do estado à NSC TV, e o resultado da investigação deve ser divulgado oficialmente ainda na noite desta terça-feira (3).
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Segundo a Polícia Civil, os maus-tratos foram praticados por adolescentes, embora o número exato de envolvidos e a participação individual em cada crime não tenham sido detalhados. Por se tratar de menores de 18 anos, nomes, idades e localizações dos suspeitos não foram divulgados, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê sigilo absoluto nesses casos.
O cão comunitário Orelha morreu no dia 4 de janeiro, após ser brutalmente agredido. Ele era cuidado por diversos moradores da Praia Brava, bairro turístico e nobre da capital catarinense. O animal foi encontrado agonizando por pessoas que estavam no local.
Inicialmente, a polícia investigava um grupo de quatro adolescentes suspeitos de envolvimento no crime. No entanto, na última sexta-feira (30), um deles foi descartado da investigação após o inquérito concluir que ele não teve participação nas agressões.
De acordo com o laudo pericial, Orelha morreu após ser atingido na cabeça por um objeto contundente, o que reforçou a hipótese de espancamento.
A Polícia Civil informou que analisou quase mil horas de gravações de câmeras de segurança da região da Praia Brava no período em que ocorreram as agressões. Um dos principais desafios da apuração foi a ausência de imagens que flagrassem diretamente o momento do espancamento.
Mesmo assim, registros de outros episódios de violência na mesma região e período, que também teriam sido praticados por adolescentes, ajudaram a polícia a avançar na identificação dos responsáveis.
Além dos adolescentes investigados, três adultos, sendo dois pais e um tio dos suspeitos, também foram indiciados. Eles são apontados como responsáveis por coagir uma testemunha durante a investigação.
Segundo a Polícia Civil, a vítima da coação foi um vigilante de um condomínio, que teria uma fotografia considerada importante para esclarecer o crime.
O caso segue gerando forte comoção entre moradores e defensores da causa animal, que cobram punição rigorosa e medidas de prevenção para evitar novos episódios de violência contra animais na região.
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