Polícia
por Vagner Ferreira
Publicado em 17/03/2026, às 09h15
O tenente-coronel Geraldo Rosa Neto, de 53 anos, apontado como ex-marido da policial militar Gisele Alves, encontrada morta dentro do próprio apartamento, já havia sido denunciado por ameaças e perseguições contra outras mulheres, conforme informações do advogado de defesa da família da vítima, José Miguel Silva.
De acordo com o portal Uol, o oficial já foi acusado por ex-companheiras e até colegas de trabalho. Um dos casos resultou na condenação do Estado de São Paulo, pois a Justiça entendeu que uma policial militar sofreu assédio no ambiente de trabalho por parte do oficial. Na decisão, a juíza apontou que houve condutas repetitivas com abuso de autoridade, afetando a dignidade da agente.
A vítima foi transferida de unidade após uma acusação considerada falsa. O Estado foi condenado a pagar R$ 5 mil de indenização. O nome do policial, apesar de citado como responsável pelos episódios de assédio, não aparece diretamente na sentença.
Histórico de denúncias
Registros mostram que uma ex-companheira procurou a polícia em 2009, relatando ameaças, perseguição e insistência do militar, que teria ido diversas vezes até a casa dela. No ano seguinte, um novo boletim aponta que ele continuava “perturbando o sossego” da vítima, mesmo após pedido de afastamento.
Outro episódio, em 2022, envolve uma mulher que afirmou ter sido ameaçada dentro de um apartamento. Segundo a defesa da família de Gisele, o caso não avançou na Polícia Civil. O advogado afirma que o tenente-coronel tinha “perfil perseguidor” e que a vítima vivia em “cárcere emocional”.
A morte da policial segue sob investigação da Polícia Civil. No dia 18 de fevereiro, agentes encontraram a vítima sendo reanimada dentro do apartamento do casal. Ela foi levada em estado grave ao Hospital das Clínicas, em São Paulo, mas não resistiu.
O tenente-coronel afirmou que estava no banheiro quando ouviu um barulho. Ao sair, disse ter encontrado a companheira caída na sala, com uma arma na mão e sangrando. Segundo a reportagem, ele relatou que os dois já viviam em quartos separados e que, pouco antes, havia comunicado a intenção de se separar. Depois, afirmou que a mulher reagiu de forma “exaltada” e mandou que ele deixasse o quarto.
A polícia solicitou perícia no local e exames para verificar resíduos de pólvora. Foram apreendidos uma pistola da corporação, celulares, munições e objetos pessoais. O corpo da PM chegou a ser exumado após autorização da Justiça, que apura o caso como possível feminicídio. A investigação corre sob sigilo.
Por outro lado, a defesa do oficial afirma que ele não é investigado formalmente e sustenta que a morte foi “do trágico suicídio”, destacando que o militar está colaborando com as autoridades.
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